Eletricitários fazem protesto no aniversário da Cemig Eletricitários fazem protesto no aniversário da Cemig

Diversos, Notícias | 23 de Maio de 2013

Um parabéns pra você, em homenagem a todos os eletricitários que ao longo dos últimos 61 anos se esforçaram e se esforçam para garantir o crescimento e o sucesso da Cemig. Mas muita reflexão e protesto contra o que os gestores têm feito com os trabalhadores e a sociedade: tornar a Cemig uma empresa com um ambiente de trabalho péssimo, de muita pressão, perseguição e desrespeito. Tornar o diálogo impossível com a recusa radical de não negociar o Acordo Coletivo de Trabalho. Fazer uma gestão que tem piorado os índices de satisfação do consumidor e do tempo de demora no restabelecimento de energia elétrica para o consumidor. Inaugurar uma gestão que passa mais de 100% do lucro para os acionistas e ainda dizer que não tem aumento real para a categoria, que o momento é para tirar direitos, não para ganhar.

Foi nesse clima que a categoria realizou protestos na quarta-feira, dia 22, com distribuição de bolo, para marcar a data em que a Cemig completou 61 anos. Os trabalhadores comemoraram nas ruas, com a população, porque dentro da Cemig ninguém foi convidado para a festa milionária. Às 8 horas os trabalhadores fizeram atos de protestos nas portarias do Anel Rodoviário, Cidade Industrial, Itambé (onde se cantou o parabéns pra você) e São Gabriel. Depois eles foram para a sede da Cemig, na rua Barbacena, bairro Lourdes, onde realizaram, às 13 horas, um ato público com direito a bolo gigante e apresentação de peça teatral. Às 16 horas mais um ato, na Praça Sete, novamente com bolo gigante e teatro.

Se na Itambé teve o parabéns, na Cidade Industrial houve oração e minuto de silêncio em pesar pela gestão que desmonta a Cemig e penaliza os trabalhadores e consumidores. Em todos os locais, os eletricitários reafirmaram a luta por justiça na Cemig e demonstraram que para acabar com o desmonte da empresa a alternativa é a união e mobilização. Somente os trabalhadores podem mudar a realidade que se instalou na estatal, por conta da gestão de precarizar as relações de trabalho e os serviços.

Os atos de protestos são realizados pela Intersindical Eletricitária, que reúne o Sindieletro, Sindsul, Senge, Eletricitários de Juiz de Fora e Santos Dumont, Federação dos Urbanos/MG e Federação Nacional dos Urbanitários (FNU/CUT). A mobilização chama a atenção da população para os problemas que colocam em risco o futuro da estatal  criada por JK, em 1952, para fomentar o desenvolvimento de Minas Gerais.

Durante todo o dia, os eletricitários defenderam o resgate da Cemig, como empresa pública. Também questionaram a gestão que prioriza o lucro dos acionistas enquanto sete milhões de consumidores pagam tarifas cada vez mais altas.    

No ano passado, a Cemig registrou lucro recorde de R$ 4,3 bilhões. Ao invés de investir na rede elétrica, nas condições de trabalho  e na valorização dos eletricitários, a empresa distribuiu R$ 4,5 bilhões de dividendos entre acionistas, valor acima do que lucrou.

As entidades querem mostrar à sociedade que, apesar da despesa com os trabalhadores representar apenas 8% do custo operacional da Cemig, os eletricitários também são penalizados pela gestão da empresa, que demite trabalhadores concursados, rejeita negociar o Acordo Coletivo e mantém emprego precário através da terceirização.

Sindieletro/MG