Conservadorismo impede avanços na política de SMS da Petrobrás Conservadorismo impede avanços na política de SMS da Petrobrás

Diversos, Notícias | 24 de junho de 2013

Em reunião realizada no último dia 17 com a FUP, a Petrobrás deixou claro que não tem coragem de mudar sua política de SMS, que nos últimos 18 anos já resultou na morte de pelo menos 327 trabalhadores, dos quais 263 terceirizados. A empresa não respondeu objetivamente a maioria das propostas discutidas pela FUP no GT de SMS, as quais também foram apresentadas à presidente Maria das Graças Foster e à diretoria da estatal.

Só no ano passado, os sindicatos da FUP receberam notificações de 584 acidentes com afastamento e 3.072, sem afastamento. Um número que não corresponde à realidade dos fatos, já que a Petrobrás continua subnotificando os acidentes, o que levou o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro a prorrogar até 2014 o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que firmou com a empresa para coibir essa ilegalidade.

Mesmo assim, os gestores da Petrobrás insistem em manter uma definição dúbia de acidentes com e sem afastamentos, incentivando as subnotificações.  Além disso, vários gerentes da empresa continuam descumprindo orientações da Diretoria Executiva, negando-se a fornecer aos sindicatos cópias dos relatórios das comissões de apuração de acidentes, quando a representação sindical assina o documento. E nada acontece com esses gerentes.

A Petrobrás também não se comprometer com a primeirização das equipes das áreas de saúde e segurança, conforme cobrado pela FUP, e continua descumprindo as decisões da Comissão Nacional do Benzeno, mesmo fazendo parte dela. O pouco caso da empresa com as propostas dos trabalhadores é notório ao negar-se, por exemplo, a implantar mandatos das CIPAs por dois anos e ao não aceitar a participação dos trabalhadores na definição da metodologia das medições do PPRA, alegando impeditivos legais.

Cada vez fica mais evidente que para a Petrobrás as CIPAs só funcionam porque são obrigatórias, já que seus gestores não estimulam a participação dos trabalhadores, que, por sua vez, acabam não compreendendo a importância dessas comissões na prevenção de acidentes e demais questões de SMS. Enquanto isso, os trabalhadores seguem se acidentando, perdendo pernas, braços e vidas.

Definitivamente, os gestores da Petrobrás não aprenderam nada na missão que fizeram à STATOIL para conhecer as práticas de saúde e segurança da petrolífera norueguesa. Só conseguiremos alterar essa realidade com organização, mobilização e priorizando as reivindicações de SMS na campanha reivindicatória.

FUP

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