A reintegração dos demitidos da Regap A reintegração dos demitidos da Regap

Diversos, Notícias | 7 de novembro de 2013

Na assembleia, que aconteceu na porta da Regap no dia 23 de outubro, para fechamento do acordo coletivo 2013 , foi debatido com a oposição algumas questões que fazem parte da história da categoria. A reintegração dos demitidos na greve de 1994, foi uma delas. Mais uma vez a oposição demonstrou que não está à altura dos petroleiros. Os oposicionistas simplesmente disseram que a reintegração dos demitidos, com pagamento retroativo de todos os seus direitos, não foi obra do governo Lula. Foi uma tentativa de desclassificar uma grande vitória da categoria. É bom lembrar que todos os punidos por suspensão e balão, também tiveram corrigidas todas as perdas salariais.

As negociações da FUP com o governo Lula e a Petrobrás foram demoradas. A administração da refinaria não queria aceitar os demitidos de volta. Para o comando da Regap, os trabalhadores nunca seriam reintegrados, e se fossem, não seria aqui, em Betim. É inegável, portanto, que essa negociação só foi possível porque tínhamos e continuamos a ter um governo favorável aos trabalhadores. Não podemos nos esquecer ainda, que no comando da Petrobrás, tínhamos uma direção aberta ao diálogo.

10 ANOS DE LUTA
Nossa greve ocorreu em 1994. Já as punições, em dezembro de 1994 e janeiro de 1995, período que estava iniciando o governo Fernando Henrique Cardoso. No poder, o PSDB seguiu a risca o “Consenso de Washington”, que previa, entre outras coisas, a entrega das empresas públicas à iniciativa privada. Para privatizar a Petrobrás, o governo tinha que quebrar a espinha dorsal dos sindicatos dos petroleiros, que era a única força organizada para impedir a liquidação da empresa. Por isso FHC foi duro com a greve no início do ano de 1995. Perseguiu e demitiu sindicalistas, interviu em sindicatos, colocou o exército e a polícia nas unidades de produção.

Nos anos seguintes, por mais que a categoria tentasse negociar a reintegração dos demitidos nas greves de 1994 e 1995, a Petrobrás e o governo foram irredutíveis. Além disso, seguiam com o plano de sucateamento e esquartejamento da empresa. O movimento sindical tentou por diversas vezes uma anistia para todos os punidos via Congresso Nacional. Porém, a bancada do governo FHC era majoritária e era impossível ganhar no voto. Por outro lado, a direção da refinaria não aceitava em hipótese nenhuma a volta dos demitidos, seja readmitidos e, muito menos, reintegrados. Enfim, tínhamos que vencer o governo FHC, hostil aos petroleiros, a Petrobrás e a resistência do comando interno da Regap, para conseguirmos avançar nas negociações.

A VITÓRIA DOS TRABALHADORES NO GOVERNO LULA
Com a vitória do PT nas eleições de 2002, a FUP iniciou uma longa negociação para reparar o estrago feito pelas arbitrariedades cometidas no governo FHC contra os petroleiros. Era ponto fundamental o retorno dos demitidos das greves 94/95. O novo governo, além de ser favorável aos trabalhadores, era contra o sucateamento da Petrobrás. Assim, encontramos um terreno mais favorável para negociar.

Apesar disso, tivemos que vencer a oposição de parte da administração da Petrobrás e da Regap, que não aceitavam o retorno dos demitidos para a refinaria. Depois de muita mobilização e negociação, a FUP anunciou o acordo para a reintegração de todos os demitidos. Com isso, a reintegração dos demitidos ocorreu na própria Regap, apesar da resistência da chefia. Para que isso acontecesse, foi fundamental ter um governo como o de Lula, que colocou no comando da Petrobrás uma nova gerência, aberta às negociações.

Outro fato importante: tratava-se de um governo que ia contra as políticas neoliberais e tinha como bandeira o fortalecimento da Petrobrás. Isso acabou ajudando em diversas outras conquistas, como o saneamento financeiro da Petros, que fazia parte de nossa pauta de reivindicações há mais de 30 anos. Além disso, voltaram os concursos para repor trabalhadores na empresa. Inúmeras reivindicações históricas dos petroleiros só puderam ser conquistadas porque, além da mobilização da categoria, tivemos um governo receptivo as demandas dos petroleiros e da classe trabalhadora. A categoria petroleira e os trabalhadores brasileiros sabem disso.

A ESQUERDA INFANTIL
A “oposição” não reconhece que a reintegração só foi possível porque tínhamos um governo favorável aos trabalhadores. Esse governo era com Lula na Presidência. Negar esses fatos, é não saber enxergar e analisar o que ocorre em nossa volta. É demonstração de imaturidade. Os petroleiros percebem isso, e nunca vão querer no comando de seu sindicato uma oposição tão incapaz politicamente, que usa a velha tática nazista que diz mais ou menos o seguinte: “uma mentira repetida muitas vezes se torna verdade”.

Cada vez mais, os “esquerdistas” da refinaria se parecem com a direita. Como não têm propostas para oferecer à categoria, tentam negar as conquistas que os petroleiros e os trabalhadores brasileiros tiveram nos últimos anos. É sempre bom lembrar aos “esquecidos”, que o governo Lula foi uma conquista da classe trabalhadora brasileira e ela tem orgulho disso. Esses fatos a “esquerda infantil” não consegue enxergar. Por isso, essa “oposição” será sempre derrotada nas assembleias e nas eleições.

A CATEGORIA JOGOU A OPOSIÇÃO NO LIXO DA HISTÓRIA!

Sindipetro/MG

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