HDT: punições, redução do número mínimo, sobrecarga de trabalho e risco de acidentes HDT: punições, redução do número mínimo, sobrecarga de trabalho e risco de acidentes

Diversos, Notícias | 4 de novembro de 2014

No dia 18 de outubro aconteceu um episódio lamentável na HDT. Durante a passagem de serviço, os operadores do Diesel II foram surpreendidos com a decisão de que o supervisor iria assumir dois postos de trabalho: o da supervisão e o do operador de área. Os operadores não concordaram, já que isso impossibilitaria o supervisor de responder pelas outras unidades, em caso de necessidade.

O Sindipetro/MG foi contactado e a gerência voltou atrás. A partir daí, foi solicitada uma dobra para completar o número mínimo. Restou o desgaste por parte dos operadores, que não aceitaram tamanho desrespeito com a categoria, pois esta discussão relativa a redução do número mínimo vem se arrastando há muito tempo.

Os operadores que se revoltam contra as sobrecargas de serviço são punidos, como aconteceu com dois trabalhadores que foram transferidos para outro setor. As consequências dessa atitude autoritária são graves (sociais, fisiológicas e na carreira), tratada como “oportunidade” pela gerência. Além disso, o acordo sobre coberturas definido em reunião de melhoria de ambiência foi DESCUMPRIDO pela gerência setorial, fora que não existe DIÁLOGO entre gerência e operação.

A redução do número da HDT iniciou-se com a retirada do terceiro operador de área da gasolina, sem a anuência do sindicato. Também desativaram a casa de controle CCL-24, o que vem aumentando o tempo de resposta do operador a uma emergência por causa da distância da CCL-16 ao processo.

A HDT possui 15 unidades, que são grandes e trabalham com alta pressão e contaminação em sua carga. Nestes 10 anos de operação aconteceram várias ocorrências que foram prontamente controlados pela operação. Do contrário, poderiam ter causado perdas trágicas.

O fato das unidades de HDT serem em sua maioria novas exige um treinamento adequado. Esta necessidade não está sendo contemplada. Há relatos de deficiência em treinamento de operadores e supervisores. A principal função do supervisor deveria ser o treinamento e acompanhamento operacional, mas não é isso que vem acontecendo. Outro problema comum nas unidades da HDT é o gerenciamento de alarme, que até hoje não foi definitivamente implantado.

A U-310 está com uma parada prevista para dezembro. Mas, até agora, não foi prevista a discussão de procedimentos. Só tivemos um bate papo para divulgar os serviços que serão realizados, o turno e apoios necessários. Faltando quase um mês para parada do Diesel II perguntamos: onde estão os procedimentos para os operadores ler e discutir no grupo de turno? “Ainda não estão disponíveis”. Essa foi a resposta. Isso evidencia despreparo, já que os procedimentos serão divulgados na última hora. Estamos falando de uma unidade nova, que os operadores têm pouco conhecimento e, mesmo assim, há displicência por parte da gerência.

A U-210, uma unidade mais antiga e com outras paradas em seu histórico, mostrou a todos a falta de organização e despreparo ao ter procedimentos incompletos para liberação, onde o operador tinha que se virar na hora. 

Um setor com tantos problemas técnicos e históricos de acidentes não tem condição de reduzir o número mínimo. O correto é discutir a forma de acabar com as pendências e oferecer os treinamentos necessários aos operadores e supervisores, agregando segurança ao processo.

Se a unidade operasse perfeitamente, sem problemas, a redução já seria problemática devido a sobrecarga do serviço. Uma unidade que tem sérios problemas, como a UDT, a redução se torna mais temerária, podendo levar a graves acidentes. O sindicato vai se reunir com a direção da empresa para tratar este assunto e continuará na luta pelo estudo do número mínimo em todas as unidades da refinaria.

Sindipetro/MG

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