Petrobrás tem condições de cumprir planejamento estratégico 2017/2019 sem vender ativos Petrobrás tem condições de cumprir planejamento estratégico 2017/2019 sem vender ativos

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 31 de outubro de 2017

Com os parâmetros propostos no PE 2017/2021, a meta de 2,5 da relação dívida líquida/EBITDA (lucro da Petrobrás sem juros, impostos, amortizações e depreciações) pode ser alcançada em 2021 sem a venda de ativos

 

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No quadro acima, as metas previstas no Plano Estratégico da Petrobrás 2017-2021

Um estudo realizado pelo Grupo de Estudos Estratégicos e Propostas (GEEP) da FUP apontou que a Petrobrás tem condições de atingir as metas colocadas no Plano Estratégico e Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 sem ceder a interesses estrangeiros por meio da entrega do pré-sal e da venda de ativos.

No PE e no PNG 2017-2021, conforme exposto no quadro 1, a empresa coloca, entre outras coisas, metas de desinvestimentos, amortização, redução da dívida, alavancagem, geração/operação, custo de captação e despesas financeiras.

Entre os desinvestimentos, ou seja, a venda de ativos ou privatizações, a meta é que a Petrobrás arrecade pelo menos US$ 19,5 bilhões até 2018. No entanto, o GEEP demonstrou que é possível reduzir a alavancagem da empresa, de acordo com o previsto nos planejamentos, sem vender nenhum ativo.

A meta de alavancagem de 2,5 para 2018 é apenas um valor empírico e sua provisão de tempo é um fator crucial para obrigar a venda de ativos, sendo que petrolíferas como a Shell e outras trabalham com alavancagens mais elevadas.

Hoje já está em 3,23% e poderia chegar em 2021 com 2,5% sem se desfazer de nenhum ativo, pelo contrário, estes são fundamentais para geração de caixa da empresa.

pe2Diante disso, o estudo do GEEP propõe (quadro abaixo e ao lado) a redução da amortização, mantendo o custo da geração/operação sem considerar nenhum aumento de receita entre 2019 e 2021 e a ampliação das despesas financeiras, decorrentes da manutenção dos ativos. Mas, a principal mudança está na ampliação do prazo para se atingir a alavancagem pretendida.

Inclusive, em comunicado publicado no último dia 17, a agência de classificação de risco Moody’s confirmou o que a FUP já dizia: que a Petrobrás não precisa realizar desinvestimentos para reduzir sua dívida. A agência também orientou uma alavancagem maior: “Consequentemente, para que uma atualização de classificação ocorra, a alavancagem da Petrobras ajustada pelos cálculos da Moody’s deve se mover de forma sustentável para menos de 3,5 vezes”. Ou seja, a própria agencia reafirma a proposta do Geep, que é de 3,1 em 2018

Esclarecimentos sobre a dívida

Boa parte da dívida da Petrobrás é consequência de investimentos em construção e readequações de refinarias visando o abastecimento do mercado interno, além dos investimentos em pesquisa que resultaram na descoberta do pré-sal e da transformação de uma empresa de energia integrada que não depende somente do petróleo e cujo papel central é o desenvolvimento nacional.

 

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