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Diversos, Notícias | 19 de janeiro de 2018

Caras e caros,

Desde muito tempo, realizamos denúncias e reclamações como categoria sobre a situação de cada unidade operacional, no sentido de buscarmos, exigirmos e lutarmos pela garantia de melhores condições de segurança para nós trabalhadores e para as comunidades do entorno e o meio ambiente.

Resolvemos, então, fazer um breve levantamento, com a participação de petroleiras e petroleiros de várias áreas, para avaliar a real situação da Refinaria Gabriel Passos. O que vamos relatar a seguir é um exemplo de complacência e tolerância com a insegurança e o mal estar das trabalhadoras e trabalhadores petroleiros, próprios e terceirizados. A bem da verdade, é também um bom exemplo de falta de compromisso com as tão faladas políticas de SMS, já que acumulamos cada vez mais ocorrências de emergências operacionais críticas e acidentes de trabalho, expondo toda categoria ao risco de morte.

– Pisos e guarda-corpos de plataformas com corrosão generalizadas na U-323;
– Recorrência de vazamento com forte vaporização (leia-se fogo) no 210-E-005;
– Amostrador de GOR da UDAV-2 em condições extremamente insegura;
– Amostrador de RV do 001-E-018 em condições inseguras;
– Amostragem de gás ácido no CCF-2, com risco de queda para o trabalhador quando essa tarefa requer acesso via escada de marinheiro com uso de máscara e bomba de amostragem em uma das mãos;
– Iluminação extremamente precária no CCF-1 e CCF-2;
– Dissulfeto com descarte para atmosfera no Coque;
– Vazamento de QAV com abertura recorrente do selo da 108-P-005;
– Realização de teste de campo com uso de enxofre e reagente sem necessidade na HDS;
– Casinha de área da HDS inabitável;
– LG do nível de óleo da caldeira 221 inoperante;
– Drenos de tanques da TE furados;
– Vazamentos sistémicos em amostradores da área da TE;

Ao que parece, aqueles que gerenciam a Petrobrás já não conseguem perceber que há milhares de vidas por trás de tantos números e indicadores. Além disso, novas documentações e burocracias vêm sendo criadas com o intuito claro de isentar a empresa e culpabilizar os empregados. O descaso com o trabalhador, portanto, passou a ser regra de ouro pela atual direção da Petrobrás. Depois de tantos anos de empresa, ao ver esse quadro de tamanho desleixo com a categoria petroleira, ficamos sem entender como alguns gestores, em tão pouco tempo, conseguiram degradar tanto o nosso ambiente de trabalho dessa forma.

 

*A coluna Voz da Base foi criada pelo Sindipetro/MG para receber reclamações, denúncias, sugestões e elogios da categoria petroleira de Minas Gerais relacionados à rotina de trabalho. As contribuições devem ser enviadas para o e-mail imprensa@sindipetromg.org.br ou passadas a um dos diretores do Sindicato.