Mulheres ocupam apenas 16% dos cargos na Petrobrás Mulheres ocupam apenas 16% dos cargos na Petrobrás

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 2 de março de 2018

img_8233O Brasil tem hoje 51,4% de mulheres, uma realidade que não se reflete no cenário político e no mundo do trabalho. Apesar de ter crescido nos últimos anos, a representatividade feminina nesses espaços ainda é bastante pequena.

Na Petrobrás, as mulheres representam 16,2% do total de funcionários. Já na Regap são 112 mulheres, que representam um percentual ainda menor: 14,9% do total de trabalhadores. Outras unidades da empresa no Estado também refletem a pouca participação feminina.

Na Federação Única dos Petroleiros (FUP), a diretoria atual conta com a participação de oito mulheres, respeitando uma diretriz estatutária que prevê um percentual de representação feminina correspondente ao número de trabalhadoras na Petrobrás.

Já no Sindipetro/MG, a atual diretoria conta com quatro mulheres, sendo a maior participação feminina na história do Sindicato. Apesar de não ter nenhuma definição estatutária, hoje a direção já tem maior representativade feminina do que a categoria.

E, tanto a FUP quanto o Sindipetro/MG têm trabalhado para aumentar a participação delas na organização dos trabalhadores, buscando até mesmo superar o percentual de trabalhadoras da empresa.

Na política, o cenário é ainda pior: 9,9% das cadeiras do Congresso Nacional são ocupadas por mulheres. Esse número coloca o Brasil em 154º lugar no ranking mundial da participação das mulheres nos parlamentos, em um total de 193 países.

A baixa representatividade feminina onde são criadas leis para toda a população mostra como é necessário repensar a estrutura política no País e incluir a perspectiva de gênero na gestão pública.

Soluções

Apesar da pequena participação feminina nos espaços políticos, algumas iniciativas estão sendo colocadas em prática para reduzir a desigualdade de gênero. Na FUP, por exemplo, o Coletivo de Mulheres conquistou a cota mínima de mulheres na direção da Federação, que é proporcional ao percentual de mulheres na Petrobrás.

Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT) aprovou a paridade de gênero em sua direção em 2012. Ou seja, a diretoria da Central deve ter 50% de mulheres obrigatoriamente.

Preconceito e assédio devem ser denunciados

A baixa representatividade feminina nos ambientes de trabalho e na política reflete em preconceitos ainda comuns na sociedade. A ideia de que uma mulher não possa ou não seja capaz de realizar uma tarefa dita “masculina” ou que é muito emocional para tomar decisões que exijam racionalidade ainda persistem no imaginário social.

Na Petrobrás, esse tipo de pensamento ainda é muito comum. Além disso, ainda são recorrentes os casos de assédio moral e sexual contra mulheres.

Na luta pela igualdade entre os gêneros, o direito da mulher e o respeito à diversidade são muito importantes.

Por isso, o Sindipetro/MG se coloca à disposição de todas as trabalhadoras que queiram denunciar situações de abuso ou preconceito ou mesmo criar iniciativas de defesa do direito das mulheres.

Para entrar em contato, basta enviar um e-mail para imprensa@sindipetromg.org.br. A identidade das trabalhadoras serão preservadas.