O que está em jogo nas eleições 2018? O que está em jogo nas eleições 2018?

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 5 de outubro de 2018

bandeira-do-brasilHá diferentes projetos em disputa nas eleições 2018: alguns progressistas, outros liberais na economia, alguns que misturam ideologias para agradar à população. Conhecer e avaliar as propostas de cada candidato é fundamental para a escolha do próximo presidente do Brasil, que terá em suas mãos grandes desafios a serem enfrentados. Desemprego em níveis alarmantes, aumento da pobreza, retirada de direitos da classe trabalhadora, crescimento dos índices de violência, crise econômica… São muitos os problemas do País.

Veja alguns desses direitos e conquistas que estão ameaçados nesse processo eleitoral:

Democracia

A principal disputa em jogo nestas eleições se mostra entre a democracia e o fascismo: o líder nas pesquisas eleitorais promove discursos de ódio e defende uma nova Constituição – sem a participação do Congresso Nacional, ameaçando nossa jovem democracia. Um candidato que questiona o sistema democrático e defende a ditadura militar é uma ameaça à continuidade da democracia brasileira.

Emprego

Com o índice de desemprego nas alturas (13 milhões de desempregados e 28 milhões de brasileiros com força de trabalho subutilizada), é urgente a adoção de medidas de criação de emprego no Brasil. Entre as propostas em debate, Haddad irá implementar o Programa Meu Emprego Novo, visando elevar a renda, ampliar o crédito e gerar novas oportunidades de trabalho, com prioridade para os jovens. Bolsonaro aposta na informalidade, com a criação de “trabalhadores de segunda classe”.

Alckmin afirma que criará mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos com a retomada de mais de 7 mil obras paradas. Ciro Gomes também promete criar 2 milhões de empregos no primeiro ano de governo, usando recursos do FGTS para estimular contratação de mão-de-obra e incentivar empresas e trabalhadores a realizar contratos de trabalho mais longos, estimulando aumentos na produtividade e diminuindo a insegurança jurídica. Marina Silva aposta na geração de energia “limpa, renovável e segura” para alavancar o desenvolvimento e gerar emprego.

Privatização

A privatização das empresas públicas brasileiras também é tema de debate entre os candidatos à presidência da República. Ciro Gomes defende a privatização de algumas empresa, mas é contra a venda da Petrobrás e de outras estatais estratégicas para o País, como a Eletrobras. Também defende a suspensão do acordo entre Embraer e Boeing. Fernando Haddad irá suspender a política de privatização de empresas estratégicas e rever os ativos vendidos. Também irá rever o acordo Embraer/ Boeing.

Geraldo Alckmin defende um programa de privatizações das estatais como peça-chave de seu governo, mas exclui a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica.

Jair Bolsonaro afirma que reduzirá em 20% o volume da dívida por meio de privatizações, concessões e venda de propriedades da União. Segundo o candidato, algumas estatais serão extintas, outras privatizadas e uma minoria preservada.

Marina Silva é contra as privatizações da Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa. Sobre a Eletrobras, diz que a privatização será analisada no contexto da política energética nacional, que deverá modernizar suas estratégias a fim de incorporar as energias renováveis, mas suas distribuidoras certamente deverão passar para a iniciativa privada.

Direitos

As eleições 2018 vão definir como os direitos dos trabalhadores e dos cidadãos brasileiros serão tratados nos próximos anos. Projetos aprovados no atual governo, como a PEC do Teto, a reforma trabalhista e a lei da terceirização, por exemplo, podem ser revogados ou mantidos pelo novo governo.

O candidato Fernando Haddad (PT), por exemplo, afirma que irá revogar a reforma trabalhista; já Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), dizem que irão rever alguns pontos da reforma; Geraldo Alckmin (PSDB) é a favor das mudanças e Jair Bolsonaro (PSL) vai manter as mudanças feitas no governo de Michel Temer. Já em relação à PEC do Teto dos Gastos, Haddad e Ciro são contra a medida e irão revogá-la. Marina também é contra, porém afirma que fará alterações na PEC; já Alckmin e Bolsonaro irão manter o limite de gastos do Governo.

Previdência

O governo Temer tentou aprovar a todo custo uma reforma da Previdência no Brasil. No entanto, a medida não foi votada e segue em debate. Entre os presidenciáveis que lideram as pesquisas eleitorais, apenas Fernando Haddad se diz contra a reforma. Segundo ele, o déficit da Previdência pode ser superado a partir do combate à sonegação de impostos e da retomada do crescimento da economia.

Ciro Gomes, Marina Silva e Jair Bolsonaro defendem um novo modelo de aposentadoria, no regime de capitalização. Já Geraldo Alckmin, afirma que fará a reforma da Previdência em seu primeiro ano de governo, definindo idade mínima e aumentando o tempo de contribuição.

Petrobrás

A Petrobrás foi e continua sendo alvo de ataques privatistas e de interesses estrangeiros. Além da venda de ativos promovida pelo governo Temer, a estatal demitiu 15 mil funcionários por meio de PIDV’s, promoveu leilões do pré-sal e alterou a política de preços dos combustíveis, resultando em altos preços.

Entre os candidatos à presidência, Haddad afirma que irá suspender a política de privatização de empresas estratégicas e rever os ativos vendidos. Vai recuperar o pré-sal, o sistema de partilha e a capacidade de investimento da Petrobrás.

Ciro afirma que irá revogar a Lei da Partilha, recomprando campos de petróleo vendidos pelo atual governo. Porém é a favor da entrada de empresas estrangeiras no mercado do refino.
Alckmin se diz contra a privatização total da Petrobrás e afirma que preços dos combustíveis não devem ser reajustados diariamente.

Marina é contra a privatização da estatal e é contra a política de preços adotada pelo governo de Temer. Já Bolsonaro afirma que a Petrobrás terá que vender “parcela substancial” de sua capacidade de refino, varejo, transporte e outros setores, como o de gás natural. O candidato também é contra a política de preços adotada pela Petrobrás.

O que está em jogo nas eleições 2018?