Mentira prejudica eleição Mentira prejudica eleição

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 26 de outubro de 2018
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Manuela D’Ávila, candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), foi alvo de inúmeras fake news, inclusive na montagem acima e à direita onde aparece com uma camisa em que se lê: Jesus é Travesti

Um fator muito presente nestas eleições é a questão das fake news, ou seja, notícias falsas compartilhadas, especialmente, em redes sociais. A situação tem desafiado autoridades e especialistas porque a disseminação de informações falsas podem interferir de forma irreversível no resultado do processo eleitoral.

Um levantamento recente realizado pelos professores Pablo Ortellado (USP), Fabrício Benvenuto (UFMG) e pela agência de checagem de fatos Lupa em 347 grupos de WhatsApp encontrou, entre as imagens mais compartilhadas, apenas 8% podendo ser classificadas como verdadeiras. O estudo buscou analisar o fenômeno da desinformação e das mensagens falsas em grupos na plataforma, que vem sendo apontada como principal espaço de disseminação desse tipo de conteúdo. A pesquisa ocorreu entre os dias 16 de setembro de 7 de outubro, ou seja, em boa parte do 1º turno.

Na semana passada, uma reportagem da Folha de São Paulo denunciou que empresas em apoio à campanha de Jair Bolsonaro (PSL) estariam comprando pacotes de disparos de mensagens em massa contra o PT no WhatsApp – o que é considerado caixa 2, uma vez que o Brasil aboliu o financiamento empresarial de campanhas eleitorais. Essa denúncia colocou ainda mais em evidência o uso de notícias falsas durante a campanha.

Na tentativa de combater as propagação de fake news, a Justiça Eleitoral já mandou o Facebook retirar do ar 33 notícias mentirosas sobre Manuela D’Ávila (PCdoB), candidata a vice-presidência na chapa de Fernando Haddad (PT). Também determinou a remoção de vídeos em que o candidato Jair Bolsonaro aparece criticando a suposta distribuição de um livro destinado a crianças com imagens de cunho sexual a escolas públicas – chamado por ele de ‘kit gay’ e que, na verdade, nunca existiu.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Horbach, também ordenou a retirada de uma publicação em que o candidato do PT é associado a uma suposta estratégia de disseminação de notícias inverídicas sobre Bolsonaro. Determinou ainda que o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro, apagasse de suas redes sociais conteúdo falso publicado sobre Fernando Haddad, sugerindo que, se eleito, o candidato libertaria o ex-presidente Lula.

Inúmeras notícias falsas sobre a segurança das urnas eletrônicas também foram divulgadas e desmentidas pelo TSE, que inclusive desenvolveu uma página em seu site exclusivamente para esclarecer eleitores sobre o que é fato e o que é fake. Também há várias agências de checagem de notícias que integram o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, juntamente com o TSE, e que são fontes importantes para checar as notícias sobre as eleições e os candidatos, como: Fato ou Fake, Agência Lupa, Aos fatos, Boatos.org, E-farsas, entre outros. Por isso, antes de assumir uma informação como verdade e compartilhar, cheque.

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