Sindipetro/MG cobra reintegração de operador demitido da Regap Sindipetro/MG cobra reintegração de operador demitido da Regap

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 22 de março de 2019

O diretor da FUP e do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, cobrou da Petrobrás na última reunião de acompanhamento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), realizada na quarta-feira (20), a reintegração do operador da Refinaria Gabriel Passos (Regap), Raphael Sousa – demitido após a Petrobrás perder a documentação de contratação do trabalhador que foi aprovado em dois concursos distintos da empresa.

Na mesa de negociação, Finamori expôs novamente as injustiças cometidas no caso do empregado e exigiu uma resposta da empresa que foi aprovado em dois concursos na estatal e já havia sido demitido anteriormente (leia mais aqui). “Sem falar com o sindicato, ele foi desligado. O desligamento foi feito sem nenhum aviso prévio ou homologação no sindicato. Uma pessoa aprovada em dois concursos, promovida mais de uma vez e que conquistou vários níveis é demitida por falta de documentação. Queria saber se a decisão definitiva da empresa sobre um erro gerencial será mais uma vez punir o trabalhador”, questionou.

Em resposta, a Petrobrás confirmou que Raphael estava com um contrato precário em razão de falhas em procedimentos internos que deveriam ter sido realizados pela empresa durante sua reclassificação, ocorrida após aprovação em segundo concurso. Isso fez com que o trabalhador ficasse vinculado ao primeiro concurso – onde sua vaga na empresa estava garantida por uma liminar judicial que caiu em 2011.

Apesar disso, a empresa tentou imputar ao trabalhador a responsabilidade pelos erros gerenciais da época – postura rebatida e denunciada pelo coordenador da FUP, José Maria Rangel. “Isso estava na alçada do trabalhador resolver? Será que ele que decidiu ser reclassificado em vez de assinar um novo contrato? Ou teria sido o RH, os gerentes dele da época? Cadê essas pessoas? É muito fácil agora chegar aqui agora e dizer: ‘não, o outro processo dele está extinto e ele está fora e que ele teria que ter feito novos exames admissionais, como se coubesse a ele resolver fazer isso. Então, se é verdade que a empresa estava preocupada com isso, deveria ter voltado lá atrás para verificar quem foram os gerentes que permitiram isso. Porque só ele que foi punido”.

Demissão de médica

Na mesma reunião, a FUP também cobrou a reintegração de uma médica do trabalho da Transpetro do Rio de Janeiro demitida por justa causa após perseguição em razão de a profissional emitir um atestado médico e testemunhar na Justiça em favor de outro trabalhador por causa de assédio moral na empresa.

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