Diretor da FUP cobra solução de problemas no atendimento à AMS em Minas Diretor da FUP cobra solução de problemas no atendimento à AMS em Minas

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 25 de março de 2019

Em reunião da comissão de AMS na última quarta-feira (20), o diretor da FUP e do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, voltou a cobrar da Petrobrás uma resposta para a falta de hospitais credenciados em municípios em que empresa atua no estado de Minas Gerais. É o caso de Betim, onde está localizada a Regap, e que até hoje não tem uma unidade hospitalar que atenda ao plano de saúde dos petroleiros.

A situação já vem sendo denunciada há alguns anos e a resposta sempre é a de que o problema seria solucionado com a inauguração em Betim de uma unidade do Hospital Mater Dei. Porém, o hospital foi inaugurado em janeiro e, até hoje, não atende aos beneficiários da AMS. Além disso, na reunião da última quarta-feira, a Petrobrás garantiu que o atendimento já estava acontecendo, mas a informação foi checada nesta segunda-feira (25) e o hospital ainda não está atendendo à AMS.

Ainda no mês de janeiro, o coordenador do Sindipetro/MG, Anselmo Braga, denunciou o caso e, na ocasião, a AMS solicitou um prazo de 45 dias para conclusão do credenciamento do Mater Dei Betim. A demora seria em função de procedimentos internos que, segundo o plano de saúde, seriam indispensáveis para o atendimento. No entanto, vários outros planos de saúde já estão sendo atendidos na unidade desde os primeiros dias de funcionamento.

Outro caso cobrado na reunião da comissão foi relacionado ao Hospital 9 de julho, em Juiz de Fora, onde fica a Termelétrica de Juiz de Fora. A unidade é especializada no tratamento de doenças oncológicas e está com atendimento suspenso há mais de um ano. O hospital continua credenciado, mas suspendeu os atendimentos e o caso não é resolvido pela AMS.

É a mesma situação do Hospital de Olhos Dr Ricardo Guimarães, em Belo Horizonte. A unidade segue credenciada, mas com atendimento suspenso. Também nesses dois casos, a Petrobrás informou que os problemas já tinham sido resolvidos e o atendimento normalizado, mas a informação foi negada pelas instituições de saúde.

Mudanças nos planos de saúde

Ainda na reunião da comissão de AMS, a FUP tornou a cobrar da Petrobrás um posicionamento sobre as resoluções 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). Emitidas no ano passado, as resoluções alteram as regras dos programas de saúde geridos por empresas estatais federais, prejudicando milhares de trabalhadores. A Petrobrás informou que já apresentou à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) um parecer jurídico externo que orienta a empresa sobre como proceder em relação às resoluções da CGPAR.

Os representantes da Petrobrás informaram que pretendem detalhar essa questão para os trabalhadores nas próximas semanas, mas reiteraram que até o término de vigência do atual Acordo Coletivo, em 31 de agosto deste ano, não haverá alterações na AMS. Após essa data, o RH informou que o entendimento da empresa é de respeitar o direito adquirido dos aposentados e pensionistas, seguindo norma da Agência Nacional de Saúde (RN 279).

Inadimplência

A FUP voltou a cobrar uma solução para os problemas de inadimplência dos beneficiários aposentados e pensionistas do Plano Petros 2, que somente podem pagar a AMS através de boleto bancário, devido a incompatibilidade entre os sistemas de informática da Petrobrás e da Petros. Outra situação que a FUP ressaltou que precisa ser resolvida é a dos beneficiários que tiveram a renda comprometida pelo Plano de Equacionamento do Déficit do Plano Petros 1 (PP-1).

Os representantes da Petrobrás se comprometeram a apresentar um relatório detalhado sobre essas inadimplências e propor soluções para que os beneficiários da AMS não sejam prejudicados.

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