Diretor do Sindipetro/MG cobra da Petrobrás soluções para trabalhadores de Minas Gerais Diretor do Sindipetro/MG cobra da Petrobrás soluções para trabalhadores de Minas Gerais

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 26 de março de 2019

O diretor da FUP e do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, participou na última semana de reuniões das comissões de AMS, SMS, terceirização e acompanhamento de ACT com a Petrobrás, no Rio de Janeiro. Ele cobrou da Petrobrás a reintegração do operador da Refinaria Gabriel Passos (Regap), Raphael Sousa – demitido após a Petrobrás perder a documentação de contratação do trabalhador que foi aprovado em dois concursos distintos da empresa e uma resposta para a falta de hospitais credenciados em municípios em que empresa atua no estado de Minas Gerais. É o caso de Betim, onde está localizada a Regap, e que até hoje não tem uma unidade hospitalar que atenda ao plano de saúde dos petroleiros.

Reintegração de trabalhador demitido

Na mesa de negociação, Finamori expôs novamente as injustiças cometidas no caso do empregado e exigiu uma resposta da empresa que foi aprovado em dois concursos na estatal e já havia sido demitido anteriormente (leia mais aqui). “Sem falar com o sindicato, ele foi desligado. O desligamento foi feito sem nenhum aviso prévio ou homologação no sindicato. Uma pessoa aprovada em dois concursos, promovida mais de uma vez e que conquistou vários níveis é demitida por falta de documentação. Queria saber se a decisão definitiva da empresa sobre um erro gerencial será mais uma vez punir o trabalhador”, questionou.

Em resposta, a Petrobrás confirmou que Raphael estava com um contrato precário em razão de falhas em procedimentos internos que deveriam ter sido realizados pela empresa durante sua reclassificação, ocorrida após aprovação em segundo concurso. Isso fez com que o trabalhador ficasse vinculado ao primeiro concurso – onde sua vaga na empresa estava garantida por uma liminar judicial que caiu em 2011.

Apesar disso, a empresa tentou imputar ao trabalhador a responsabilidade pelos erros gerenciais da época – postura rebatida e denunciada pelo coordenador da FUP, José Maria Rangel. “Isso estava na alçada do trabalhador resolver? Será que ele que decidiu ser reclassificado em vez de assinar um novo contrato? Ou teria sido o RH, os gerentes dele da época? Cadê essas pessoas? É muito fácil agora chegar aqui agora e dizer: ‘não, o outro processo dele está extinto e ele está fora e que ele teria que ter feito novos exames admissionais, como se coubesse a ele resolver fazer isso. Então, se é verdade que a empresa estava preocupada com isso, deveria ter voltado lá atrás para verificar quem foram os gerentes que permitiram isso. Porque só ele que foi punido”.

AMS

A situação da AMS em Minas Gerais já vem sendo denunciada há alguns anos e a resposta sempre é a de que o problema seria solucionado com a inauguração em Betim de uma unidade do Hospital Mater Dei. Porém, o hospital foi inaugurado em janeiro e, até hoje, não atende aos beneficiários da AMS. Além disso, na reunião da última quarta-feira, a Petrobrás garantiu que o atendimento já estava acontecendo, mas a informação foi checada nesta segunda-feira (25) e o hospital ainda não está atendendo à AMS.

Ainda no mês de janeiro, o coordenador do Sindipetro/MG, Anselmo Braga, denunciou o caso e, na ocasião, a AMS solicitou um prazo de 45 dias para conclusão do credenciamento do Mater Dei Betim. A demora seria em função de procedimentos internos que, segundo o plano de saúde, seriam indispensáveis para o atendimento. No entanto, vários outros planos de saúde já estão sendo atendidos na unidade desde os primeiros dias de funcionamento.

Outro caso cobrado na reunião da comissão foi relacionado ao Hospital 9 de julho, em Juiz de Fora, onde fica a Termelétrica de Juiz de Fora. A unidade é especializada no tratamento de doenças oncológicas e está com atendimento suspenso há mais de um ano. O hospital continua credenciado, mas suspendeu os atendimentos e o caso não é resolvido pela AMS.

É a mesma situação do Hospital de Olhos Dr Ricardo Guimarães, em Belo Horizonte. A unidade segue credenciada, mas com atendimento suspenso. Também nesses dois casos, a Petrobrás informou que os problemas já tinham sido resolvidos e o atendimento normalizado, mas a informação foi negada pelas instituições de saúde.