FUP participa de debate sobre Lava Jato e violação da soberania nacional FUP participa de debate sobre Lava Jato e violação da soberania nacional

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 14 de maio de 2019

Nesta segunda-feira (13), o coordenador da FUP, José Maria Rangel, participou de debate organizado pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) sobre como a operação Lava Jato está violando a soberania nacional. O evento foi realizado no Sindicato dos Trabalhadores da Saúde-RJ, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelas redes sociais, e contou com a participação de juristas, engenheiros, do jornalista Luis Nassif, do advogado e ex-deputado federal Wadih Damous, além de parlamentares de bancadas ligados ao movimento SOS Brasil Soberano.

Eles revelaram os meandros dos acordos ilegais assinados pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) para recebimento de multas bilionárias pagas pela Petrobrás e Odebrecht, cujos montantes seriam utilizados em fundos privados administrados pelo MPF. Assista:

O coordenador da FUP foi um dos primeiros a questionar o acordo, ao denunciar os procuradores à Justiça Federal, no dia 11 de março, acusando-os de ato lesivo contra a Petrobrás e a União, ao desviarem recursos bilionários da empresa para um fundo de financiamento de uma entidade privada, cuja gestão seria feita por eles.

O jornalista Luis Nassif destacou que a “atuação da Lava Jato em conluio com os Estados Unidos – que se repete não somente em relação à Petrobras, mas também em acordo da Odebrecht – que resultou em outra multa de mais de R$ 6 bilhões, à disposição dos procuradores – desmascara a traição aos interesses nacionais”.

Para ele, a Lava Jato distorceu o combate à corrupção “aos seus próprios interesses, cometendo corrupção funcional e de propósitos, danificando a cadeia de conteúdo nacional que afeta a economia do Brasil como potência. Os danos são irreversíveis e as responsabilidades individuais”.

Para a ABDJ, a atuação do Ministério Público Federal e demais envolvidos neste caso é “contraposta a um compromisso nacional, estatal, soberano. Fere frontal e inevitavelmente os princípios mais básicos de cuidado com os nossos interesses”.

Os procuradores de Curitiba, liderados por Deltan Dallagnol, não foram os únicos que mediaram o acordo em cooperação obscura com os EUA, mas “uma teia armada por muitos personagens e há muito tempo (algo que tem sido estudado pelo deputado Paulo Pimenta e denunciado pelo jornalista Luis Nassif), de modo que o debate deve anunciar a preocupação em desvendar quem atuou contra o Brasil”.

A instituição criticou a participação de juíza Gabriela Hardt, que foi pré-definida como a juíza competente para homologar o acordo entre MPF-PR e Petrobrás que deu vida ao fundo bilionário. A competência exclusiva dos procuradores de Curitiba para o assunto também é questionada.