Regap registra dois vazamentos com alto risco de incêndio Regap registra dois vazamentos com alto risco de incêndio

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 17 de maio de 2019

BETIM / BRASIL (27.03.2018) 50 anos da Refinaria Gabriel Passos, em Betim-MG.
© Washington Alves/Petrobras

Mais uma vez a Regap registra incidentes com elevado potencial para se tornarem grandes tragédias. No domingo (12), dois vazamentos de produtos inflamáveis foram identificados no setor de destilação da refinaria, inclusive com paradas de uma das unidades onde os casos foram registrados.

O primeiro caso ocorreu pela manhã, quando durante o check de área, um técnico de operação encontrou um vazamento de RAT (resíduo atmosférico) no costado da torre 01-C-01. O produto escorria pela torre com pequena vaporização e gotejava no piso, embaixo da 01-C-01.

Por causa do vazamento, a unidade de processo foi parada, conforme prevê o procedimento. Após a retirada do isolamento térmico da torre, foi identificado que o vazamento ocorreu no cordão de solda da 01-C-01 (região de fundo da torre).

Já durante a remoção do isolamento térmico da torre, houve a ocorrência de fogo, devido à entrada de oxigênio na região do isolamento encharcado de hidrocarboneto e, também pelo fato de o costado da torre estar quente, porque a torre estava sendo purgada com vapor no momento.
Após a unidade ser liberada para manutenção, um “capote” foi feito na região do furo – prática de fazer um reparo com uso de corte e solda. A unidade foi colocada em operação novamente somente na madrugada de quarta-feira (15).

No mesmo dia, por volta de 17h, enquanto se realizava o procedimento de parada da UDAV 1, um técnico de operação encontrou a 101-P-12B (bomba de GAT /diesel pesado) com grande vazamento pelo selo na UDAV2 – outra unidade do mesmo setor.

A bomba foi imediatamente retirada de operação pela console, uma vez que uma grande quantidade de diesel vaporizado tomou conta da área nas proximidades da bomba com grande risco de incêndio e explosão. Devido a sua expansão vertical, a nuvem de diesel chegou próximo à chaminé do 101-F-01, mas não houve necessidade de parada.

Segundo o diretor do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, ocorrências como essas são consequências do sucateamento que faz parte do processo de privatização. “Isso já conhecido pelos petroleiros devido ao período da década de 1990, de FHC, e também visível no processo de privatização da Vale, que resultou no rompimento das barragens”, completou.