33° Congresso de Minas tem palestra sobre o PP-3 e a proposta do GT 33° Congresso de Minas tem palestra sobre o PP-3 e a proposta do GT

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 20 de maio de 2019

Ainda durante as atividades do 33° Congresso Estadual dos Petroleiros de Minas Gerais, o diretor da FUP, Paulo César Martin, conduziu um debate sobre o Plano Petros 3 (PP-3) e a proposta alternativa de equacionamento do déficit do Plano Petros 1 (PP-1) proposta pelo Grupo de Trabalho (GT) da Petros.

O Plano Petros 3 foi proposto de maneira unilateral pela Petrobrás/Petros como forma de solucionar o déficit do PP-1. Nos últimos dias, a Petros divulgou um simulador onde os beneficiários do PP-1 acessam para consultar sua situação se fizerem a adesão ao plano proposto pela empresa.

No entanto, Paulo César chamou a atenção para um fator importante: a simulação disponível mostra apenas o valor de resgate à vista que o beneficiário poderá fazer no momento de sua adesão ao PP-3 – que corresponde a 15% do total de seu benefício. Porém, o simulador não traz a conta de como ficará o benefício futuro do aposentado – que será não só reduzido em relação ao atual como também não terá mais reajustes.

Entenda: no PP-3, o beneficiário quitará de uma só vez a sua parcela no déficit do PP-1, que até 2016 somava R$ 22,6 bilhões e ainda há de se incluir nessa conta os déficits acumulados em 2017 e 2018.

Já o atual equacionamento em vigor – aprovado pela Petros ainda em 2017, implantado em 2018 e que em Minas Gerais está suspenso graças a uma decisão da Justiça – prevê o pagamento de todo o déficit do PP-1 até 2016 – R$ 22,6 bi – em 18 anos. Isso fez com que, alguns aposentados tivessem até 30% de sua renda comprometida com contribuições extraordinárias para a Petros.

E na proposta do GT, que envolve representantes da FUP, FNP, sindicato dos Marítimos e associações de aposentados, há uma nova forma de equacionamento do déficit do PP-1, que não acaba com o Benefício Definido e mantém a sustentabilidade do Planos Petros 1, Repactuado e Não-Repactuado. A proposta também expande o prazo para o equacionamento total, de forma a impactar menos os beneficiários. No entanto, essa proposta ainda precisa ser aprovada pela Previc.

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