Sindipetro/MG orienta categoria a não votar em nova tabela de turno Sindipetro/MG orienta categoria a não votar em nova tabela de turno

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 6 de junho de 2019

Em reunião na última terça-feira (4), o RH da Regap oficializou que deve implementar até agosto deste ano uma nova tabela de turno de oito horas. A empresa alega que a orientação é nacional e que a mudança valerá para todas as refinarias do Sistema Petrobrás e termelétricas.

Ainda segundo o RH, serão propostas três tabelas para que os empregados possam votar por meio de um sistema de pesquisa interno da Petrobrás. A votação foi aberta nessa quinta-feira (6) e deve ser encerrada no dia 21 de junho.

No entanto, o Sindipetro/MG orienta que a categoria não vote pois nenhuma das tabelas foi discutida nem com os trabalhadores nem com as direções sindicais. Além disso, a gerência rejeitou a possibilidade de que a base proponha outras tabelas (de 8 ou 12 horas) ou a manutenção da tabela atual por meio de um acordo com a categoria.

“O Sindicato orienta a todos os trabalhadores a não responderem a pesquisa sobre as novas tabelas de turno, para que possamos definir estratégia nacional de enfrentamento e de forma a não legitimar esse processo”, afirma o diretor do Sindipetro/MG, Felipe Pinheiro.

Também foi negada nessa reunião o pedido do Sindicato para mais tempo para debate, implantação e transição para a nova tabela de turno, bem como a possibilidade de um período de teste da tabela escolhida e posterior troca, caso a avaliação dos trabalhadores na prática fosse negativa.

Troca com dobra

Ainda nessa reunião, o RH informou que a partir de 1° de julho estão proibidas as trocas com dobra na Regap. Segundo a empresa, o motivo é que esse tipo de troca estaria gerando ações de trabalhadores contra a Petrobrás na Justiça.

Também nesse caso não houve espaço para negociação e a gerência negou o pedido de adiamento e de negociação sobre essa mudança com a diretoria do Sindicato e os trabalhadores.

Em ambos os casos, a direção do Sindipetro/MG já está avaliando medidas jurídicas para enfrentar mais esses ataques contra a categoria e discutirá o tema com outras bases afetadas na próxima reunião da FUP, que deve acontecer nos próximos dias.

“São decisões que afetam diretamente a vida dos trabalhadores de turno, que já enfrentam efeitos negativos para a vida pessoal devido ao trabalho ininterrupto de revezamento. Além disso, estão sendo feitas à revelia da categoria e de suas representações sindicais, o que já tem se tornado uma prática recorrente na atual gestão da empresa, como no caso do desconto do minutex para trabalhadores deslocados no HA e alteração no padrão de marcação de férias, disse o diretor Felipe Pinheiro.