Petroleiros de Minas fazem greve e saem às ruas de BH contra Reforma da Previdência Petroleiros de Minas fazem greve e saem às ruas de BH contra Reforma da Previdência

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 17 de junho de 2019


Petroleiros da Regap e Termelétrica Aureliano Chaves aderiram em massa à greve geral convocada pelas centrais sindicais na última sexta-feira (14) contra a Reforma da Previdência e os ataques aos direitos da classe trabalhadora.

Na avaliação do Sindipetro/MG, essa foi uma das paralisações com maior participação dos petroleiros de Minas Gerais. A categoria também compareceu em número recorde às ruas de Belo Horizonte para protestar contra os retrocessos do atual governo.

O ato das centrais na capital mineira teve início às 11h, com concentração na Praça Afonso Arinos, no centro. Em seguida, a multidão saiu em passeata pela cidade passando pela Praça 7 e seguindo até a Praça da Estação, onde o ato se encerrou com atividades culturais. Mais cedo, integrantes de diversos movimentos sociais e sindicais travaram o trânsito em vários pontos da região metropolitana de Belo Horizonte.

Além de Minas, petroleiros do Brasil todo aderiram à greve geral. Unidades do Sistema Petrobrás em 12 estados do País realizaram mobilizações, paralisações, cortes de turno nas áreas operacionais e grande participação também dos trabalhadores do regime administrativo.

Em defesa da Petrobrás

Além de impedir o fim da Previdência Pública, a categoria petroleira se mobilizou contra a privatização da Petrobrás, em defesa da soberania nacional e por políticas públicas que levem à retomada da atividade econômica, gerando empregos, com trabalho decente e renda digna.

O presidente da Petrobrás, Castello Branco, sob o comando do governo Bolsonaro, colocou à venda refinarias, fábricas de fertilizantes, dutos, campos de petróleo e várias das subsidiárias, cuja privatização foi liberada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sem necessidade de licitação e tampouco autorização do Congresso Nacional.

Os direitos dos petroleiros também estão sob ameaça, com a proposta da Petrobrás de desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria, reajuste zero e ataques à liberdade sindical. Os petroleiros rejeitaram o “pacote de maldades” e reagiram às mentiras e às ameaças dos gestores, com participação massiva nas assembleias.