Petrobrás oferece R$ 1 bi para as gerências e 1% para os trabalhadores Petrobrás oferece R$ 1 bi para as gerências e 1% para os trabalhadores

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 8 de julho de 2019

Enquanto destina R$ 1,041 bilhão em bônus a um seleto grupo de colaboradores, a gestão da Petrobrás apresentou uma nova contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) onde propõe 1% de reajuste salarial aos trabalhadores. Reunidos na última sexta-feira (5), a FUP e seus sindicatos indicaram a rejeição desta nova afronta que a empresa faz à categoria e deliberaram por uma série de mobilizações ao longo de julho. Leia a proposta na íntegra abaixo.

Além de propor um reajuste que não cobre sequer metade da inflação do período, a direção da Petrobrás insiste em desmontar o ACT, propondo retirada de direitos, redução de remuneração e ataque a benefícios, como a Assistência Médica dos Trabalhadores (AMS).

A orientação da FUP é que os sindicatos convoquem os trabalhadores para que respondam à altura aos ataques da Petrobrás nas assembleias que começam na terça-feira (9) e prosseguem até o dia 19 de julho.

Leia a íntegra do informativo da FUP:

Quem quer dinheiro?

Na próxima sexta-feira (12), a Petrobrás despejará R$ 1 bilhão para um seleto grupo de colaboradores. Os que aceitaram alavancar suas carreiras e remunerações às custas do desmonte da empresa serão premiados com polpudos bônus. Já para os trabalhadores que estão no chamado “andar de baixo”, a gestão Castello Branco oferece 1% de reajuste salarial e rebaixamento do Acordo Coletivo, com retirada de direitos e redução de remuneração e de benefícios.

Se a empresa reajustasse os salários em 4%, que é a projeção da inflação acumulada entre setembro de 2018 e agosto de 2019, gastaria R$ 800 milhões durante um ano inteiro. Adivinhe de onde saiu esse R$ 1 bi que está sendo desviado para o PRVE? É só fazer as contas.

A gestão Castello Branco chama isso de “novo modelo mental”, como o gerente executivo do Compartilhado, Jairo dos Santos Junior, anunciou em recente videoconferência cujo áudio vazou para a categoria. Ele explicou direitinho: “Tá com dor na coluna? Tá doente? Se acidentou? Trabalhe assim mesmo”. Mas, não importa quanto você se empenhou. Se o resultado não foi alcançado, tchau, queridos. É só ouvir os áudios. Está tudo lá.

O desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho, como a FUP vem alertando, está diretamente ligado à privatização do Sistema Petrobrás. Esta é a missão de Castello Branco cujo objetivo é vender tudo e transformar a Petrobrás em uma exportadora de óleo cru. Ele deixa isso bem claro em cada entrevista e fala pública repercutida pela imprensa.

Por isso, tirar os sindicatos e o ACT do caminho é fundamental. O desmonte de capítulos inteiros do Acordo Coletivo que tratam de segurança no emprego, mobilidade, terceirização e relações sindicais reforça a intenção dos gestores. A disputa nesta campanha é ideológica e central para os rumos do Sistema Petrobrás.

A categoria petroleira precisa novamente dar uma resposta contundente e à altura, rejeitando por unanimidade esta segunda contraproposta, que é mais uma afronta aos trabalhadores. Participe ativamente das assembleias e das mobilizações que a FUP e os sindicatos estarão realizando a partir desta semana.

A hora é de mobilização para garantir seus direitos e empregos.

De que lado você está?

Veja abaixo a proposta:

Leia mais:

Fonte: FUP