Privatização avança e Petrobrás começa a receber propostas para venda de refinarias Privatização avança e Petrobrás começa a receber propostas para venda de refinarias

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 16 de julho de 2019

Nesta terça-feira (16), trabalhadores da Petrobrás fizeram um ato contra a privatização da Repar, no Paraná

Começou nesta segunda-feira (15), a fase não vinculante referente à primeira etapa da venda de ativos em refino e logística associada no país, que inclui as refinarias Abreu e Lima (RNest), em Pernambuco, Landulpho Alves (RLam), na Bahia, Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.

Nessa fase, os potenciais compradores habilitados “receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre os ativos em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes”, segundo informou a própria Petrobrás.

Na prática, a fase não vinculante significa o início do recebimento de ofertas não formais pela aquisição das unidades colocadas à venda. Após essa fase inicia-se o período de fase vinculante – que é quando a Petrobrás seleciona algumas das propostas obtidas na primeira fase, apresenta informações mais detalhadas das unidades à venda e, dessa forma, apresentam propostas mais consistentes.

Esse é mais um passo rumo à entrega de quatro das oito refinarias da Petrobrás colocadas à venda. Juntas, as oito refinarias processam 1,1 milhão de barris por dia. Além das unidades, serão vendidas também as operações de logística integradas às refinarias.

“Esse novo passo no processo de privatização da Petrobrás mostra o quanto a atual gestão da empresa e o governo Bolsonaro têm pressa para entregar as refinarias. Nós seguiremos questionando juridicamente esse verdadeiro crime de lesa-pátria, mas precisaremos intensificar nossas mobilizações para resistir a esses ataques. O momento de discussão do ACT [Acordo Coletivo de Trabalho] será importante para denunciarmos essa entrega do patrimônio público, já que a empresa tem deixado claro que os direitos historicamente conquistados pela categoria podem ser um entrave para seu plano de privatização”, afirmou o diretor do Sindipetro/MG, Felipe Pinheiro.