Petroleiros rejeitam proposta de Acordo Coletivo que retira direitos da categoria Petroleiros rejeitam proposta de Acordo Coletivo que retira direitos da categoria

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 19 de julho de 2019

Mobilizados contra a privatização da Petrobrás, petroleiros de todo o Brasil também estão dizendo NÃO à proposta da Petrobrás para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019.

Ambas as lutas estão diretamente relacionadas, uma vez que o ataque promovido pela empresa em sua proposta de ACT para a categoria visa justamente facilitar a venda de setores da estatal à iniciativa privada.

A tentativa de esfacelamento do Acordo ocorre paralelamente à ofensiva da alta administração para privatizar a toque de caixa a empresa. Em menos de 40 dias, a Petrobrás fez 11 comunicados ao mercado de venda de campos de petróleo, refinarias, terminais, plantas de fertilizantes, subsidiárias, entre outros ativos.

Em Minas Gerais, os trabalhadores foram unânimes na rejeição da proposta. As últimas assembleias foram realizadas nesta sexta-feira (19) na Regap, Termelétrica Aureliano Chaves e Termelétrica de Juiz de Fora. A mesma posição tem sido verificada em todas as demais bases da Petrobrás do País.

Na última segunda-feira (15), em Montes Claros, além da assembleia, trabalhadores da Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro realizaram um ato contra a ameaça de retirada de direitos da categoria – via acordo local – e de fechamento das unidades de biocombustíveis da Petrobrás. Também houve ato na usina da Petrobrás Biocombustível (PBio) em Candeias, na Bahia.

Também ocorreram atos ao longo dessa semana e da semana anterior na Refinaria Abreu e Lima (RNest), em Pernambuco; na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e na Araucária Nitrogenados, ambas no Paraná; na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; e na Refinaria Landulpho Alves (RLam), na Bahia. Todas essas unidades estão em processo de privatização.

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