Petrobrás insiste em proposta rejeitada pela categoria em assembleias Petrobrás insiste em proposta rejeitada pela categoria em assembleias

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 29 de julho de 2019

Em meio ao maior desmonte da história da Petrobrás, os petroleiros enfrentam uma campanha reivindicatória com ameaças de demissão, retirada de direitos, ataque à organização dos trabalhadores e proposta de reajuste que não cobre sequer a metade da inflação do período. Não por acaso, a proposta de Acordo Coletivo apresentada pela empresa foi rejeitada em todas as assembleias de Norte a Sul do País.

Os gestores, no entanto, afirmaram em reunião nesta sexta-feira (26) que a proposta teve avanços. Insistiram no desmonte do Acordo Coletivo e admitiram o que o Gerente Executivo de Gestão de Pessoas, Cláudio Costa, já havia anunciado: vai haver demissões, sim. Porém, FUP e FNP voltaram a cobrar a manutenção dos direitos da categoria e reafirmaram que não irão tolerar demissões à revelia do ACT, como as gerências vêm ameaçando.

Os representantes da gestão Bolsonaro reconheceram durante a reunião que os trabalhadores com gerenciamento de desempenho (GD) abaixo de 70% podem ser demitidos, sim. E foram além: já estão ocorrendo demissões em função dessa orientação.

Quando a direção da Petrobrás terceirizou para o mercado o RH da empresa, o recado já havia sido dado. Na palestra que fez no Edisp, Cláudio Costa, avisou: “Partes da empresa serão privatizadas, outras partes não serão privatizadas, mas terão uma gestão empresarial com foco de geração de valor para os acionistas”. Ele também revelou que a Petrobrás estava estudando contratar “consultoria para trazer suporte na realocação de profissionais, para quem não permanecer na companhia”.

Segurança no emprego, liberdade sindical, direitos para os trabalhadores próprios e terceirizados são conquistas do Acordo Coletivo construídas por diversas gerações de petroleiros. Nenhuma das cláusulas do ACT foi sorte, todas foram garantidas na luta.

O Acordo é coletivo e é no coletivo que ele será mantido. Não há saída individual.

Participe das mobilizações convocadas pela FUP e pelos sindicatos:

30/07 (terça) – bases da Transpetro

31/07 (quarta) – refinarias e fábricas de fertilizantes

1°/08 (quinta) – áreas de E&P e termelétricas

02/08 (sexta) – bases administrativas e usinas de biodiesel

Fonte: FUP