Petrobrás ameaça demitir trabalhadores com baixo desempenho Petrobrás ameaça demitir trabalhadores com baixo desempenho

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 30 de julho de 2019

Na semana passada, a direção do Sindipetro Bahia recebeu informações de que, a partir do mês de setembro, ou seja, após o vencimento do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), deverão ocorrer demissões na Petrobrás por nota baixa no Gerenciamento de Desempenho (GD). As informações teriam partido de uma fonte ligada à direção da estatal e a previsão é de dispensa de funcionários em todo o País.

Conforme o Sindicato, na Unidade Operacional da Bahia (UO-BA) estão previstas demissões de cinco trabalhadores. Ainda não se sabe sobre as outras unidades do Estado e sobre as demais bases da Petrobrás no Brasil.

A informação foi levada pelos dirigentes da FUP e da FNP à mesa de negociação com a Petrobrás, em reunião realizada no dia 26 de julho, e foi confirmada pelos representantes da empresa. Eles admitiram que os trabalhadores com GD abaixo de 70% podem ser demitidos.

Essa medida corrobora as declarações feitas pelo gerente executivo de Gestão de Pessoas, Cláudio Costa, no início deste ano em palestra realizada no Edifício Sede de São Paulo (Edisp): “todo o planejamento da Força de Trabalho, do quadro de colaboradores da Companhia será reduzido. Nós estamos hibernando as refinarias, as Fafen’s em Sergipe e na Bahia, e os empregados operacionais estão sendo realocados. Dá pra absorver todo mundo? Não, não dá. Algumas pessoas não ficarão na companhia. Dá pra absorver todo mundo que aqui está? Não, algumas pessoas não ficarão. Algumas vão poder decidir por escolha própria não permanecer na companhia, os programas virão aqui para ajudá-los nesse processo decisório. O que a gente precisa ter em mente aqui é: ficará em São Paulo aquilo que é essencial”.

Ainda nessa ocasião ele disse: “Partes da empresa serão privatizadas, outras partes não serão privatizadas, mas terão uma gestão empresarial com foco de geração de valor para os acionistas”. Ele também revelou que a Petrobrás estava estudando contratar “consultoria para trazer suporte na realocação de profissionais, para quem não permanecer na companhia”.

Por isso, nas negociações para renovação do ACT, a Petrobrás tem insistido em retirar cláusulas de garantia do emprego dos petroleiros. Na proposta rejeitada pelos trabalhadores, a empresa não trazia itens que tratam da Realocação de Pessoal, nem de Excedente de Pessoal, bem como retirava as cláusulas que tratam sobre Dispensa Sem Justa Causa e sobre Efetivo de Pessoal. A medida visa claramente reduzir o passivo da empresa e o número de pessoal para tornar as unidades mais atrativas para a venda à iniciativa privada.

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Texto: Thaís Mota -Sindipetro/MG