Petrobrás propõe fim do Acordo Coletivo de Trabalho Petrobrás propõe fim do Acordo Coletivo de Trabalho

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 9 de agosto de 2019

Na última reunião de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), realizada no dia 8, a gerência de RH perguntou qual é a essência do nosso Acordo. A primeira e mais importante é que ele é coletivo e negociado pelos representantes sindicais para todos os trabalhadores do Sistema Petrobrás. Composto por direitos específicos dos riscos desta profissão, que foram conquistados ao longo dos anos, que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não consegue garantir. Nosso ACT é a segurança que iremos voltar para nossa família em segurança, após uma jornada de trabalho.

A gestão da Petrobrás tem claras obrigações a cumprir com o mercado financeiro, tendo como objetivo somente aumentar os lucros dos acionistas. E não cabe ao empregado escolher se quer empregos ou direitos. Esta é a linha do governo Bolsonaro, que estrangula os trabalhadores em favor do mercado.

O nosso Acordo Coletivo não caiu do céu, nem foi uma benção divina. Ele foi construído por cada trabalhador desta empresa por décadas. Se hoje temos um dos acordos mais completos é porque conquistamos com muita luta. O mercado não sabe o que é estar exposto a agentes químicos diariamente, não imagina o que significa passar 15, 20 ou até 30 dias sem ver os filhos, ou ter que programar todos os aniversários, Natal e Ano Novo de acordo com a tabela de turno.

Hoje, a gestão da Petrobrás nos apresenta um Acordo com vencimento em um ano. Se em seis meses de governo já perdemos a BR, vários campos do pré-sal, plataformas e oito refinarias estão oferecidas para venda, qual a garantia que um Acordo como este nos dá? O que será dos trabalhadores em setembro de 2020?

Esta proposta de ACT apresentada pela Petrobrás é o fim da Petrobrás. Se fechado, seria uma carta assinada pelos petroleiros de privatização total da empresa. É a garantia para o mercado de que, no final da validade do Acordo, a empresa poderá ser vendida sem os empregados.

Não queremos empregos por empregos, queremos a garantia de que iremos daqui um, cinco ou dez anos estar trabalhando em uma empresa sólida e pública, que abastece de forma integrada o mercado de energia brasileiro. O Acordo é coletivo e, sem Petrobrás, não há empregos pelos quais lutar. Mais do que nunca, este é o momento dos petroleiros mostrarem a força da nossa categoria.

Veja a proposta na íntegra:

 

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Fonte: FUP