Em resposta ao resultado das assembleias, Petrobrás pune trabalhadores Em resposta ao resultado das assembleias, Petrobrás pune trabalhadores

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 23 de agosto de 2019

A Petrobrás puniu na última terça-feira (21) um trabalhador da Regap que se absteve na assembleia para votação da última proposta apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria. O funcionário foi destituído de seu cargo porque não votou pela aprovação da proposta, como orientado pela companhia.

Essa é uma clara postura antissindical e até mesmo ilegal da empresa, além de ser uma prática de assédio moral contra os petroleiros. A participação da classe trabalhadora em assembleias promovidas pelo Sindicato, bem como o voto, são direitos de todos garantidos por lei e precisam ser respeitados

Porém, esse não foi o primeiro caso. Na semana passada, supervisores da Petrobrás na Província de Urucu, na Floresta Amazônica, também perderam seus cargos porque teriam votado contra a proposta da empresa para o ACT.

A rejeição da proposta tem sido defendida pelos sindicatos de trabalhadores por entenderem que a mesma retira direitos dos trabalhadores e os deixa expostos e sem segurança de emprego em um momento em que a atual gestão da Petrobrás, juntamente com o governo de Jair Bolsonaro, trabalham pela privatização da companhia.

A intimidação de trabalhadores e a punição de funcionários por exercício de seu direito de liberdade de voto e de expressão já foi denunciada à imprensa e à direção da empresa. Os casos também já estão sendo analisados pelo jurídico do Sindicato e serão levados à Justiça.

Assédio

Na última segunda-feira (19), o gerente executivo de Gestão de Pessoas, Cláudio Costa, também incorreu em uma prática de assédio moral ao filmar trabalhadores da empresa durante assembleia no Edifício Sede da Petrobrás (Edise), no Rio de Janeiro. O caso foi registrado por trabalhadores e dirigentes sindicais no local.

Balanço assembleias

Apesar da tentativa da empresa de manipular o resultado das assembleias por meio da intimidação de funcionários, a proposta para o ACT tem sido rejeitada em quase todo o País. Em Minas, todas as assembleias feitas até o fechamento deste boletim resultaram em votação massiva contra a proposta da empresa. Ainda serão realizadas duas assembleias na portaria da Regap nesta sexta-feira (23).

Além disso, a categoria também tem aprovado a realização de uma greve – em data a ser definida pela FUP – caso a Petrobrás mantenha sua posição de suspender as negociações e não mantenha o atual ACT válido até o fechamento do próximo acordo.