Minas rejeita proposta de ACT e Petrobrás leva negociação ao TST Minas rejeita proposta de ACT e Petrobrás leva negociação ao TST

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 2 de setembro de 2019

Petroleiros de Minas rejeitaram com mais de 500 votos a proposta da Petrobrás para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). As assembleias foram realizadas entre os dias 16 e 30 de agosto com os trabalhadores da Regap e Termelétrica Aureliano Chaves, na Grande Belo Horizonte, da Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros, e da Termelétrica de Juiz de Fora. Apenas os petroleiros de Juiz de Fora aprovaram a proposta.

Antes mesmo do encerramento das assembleias, a Petrobrás levou a negociação salarial para o Tribunal Superior do Trabalho (TST). A primeira reunião aconteceu na última quinta-feira (29), em Brasília. Foi demandado da companhia a prorrogação do atual Acordo por pelo menos 30 dias. Já das entidades sindicais, o TST propôs o compromisso de não realização de greve durante o período de mediação.

Nessa segunda-feira (2), ambas as partes concordaram com o processo de mediação e, na próxima quarta-feira (4), será realizada uma reunião entre TST e Petrobrás. Já na quinta-feira (5), o Tribunal ouvirá representantes dos sindicatos e federações. E no dia 10 de setembro, as duas partes sentarão juntas novamente para uma tentativa de acordo.

Proposta

Na avaliação do Sindicato e dos próprios trabalhadores durante as assembleias, a última proposta da Petrobrás – rejeitada em todo o País – ainda insiste na retirada de direitos dos trabalhadores. É o caso das cláusulas referentes a horas extras, AMS e reajuste salarial, entre outras.

Além disso, a empresa foi intransigente no processo negocial ao colocar a terceira proposta como sendo a última e ao ameaçar os trabalhadores de retirada de direitos a partir de 31 de agosto, quando vence o ACT, e de punição de trabalhadores pelo livre exercício de expressão nas assembleias.

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