FUP interpela judicialmente a Petros sobre alterações de procedimento nas eleições FUP interpela judicialmente a Petros sobre alterações de procedimento nas eleições

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 5 de setembro de 2019

A FUP considera duvidosas algumas mudanças implementadas pela Comissão Eleitoral da Petros, responsável por coordenar a votação para o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal da entidade. A Federação entende que as alterações podem significar um risco à segurança e transparência da eleição – que começou na última segunda-feira (2) – e, por isso, decidiu interpelar a Petros judicialmente sobre o fato.

Essas mudanças rompem com regras seguidas há mais de 17 anos e levantam dúvidas sobre a lisura do pleito, pois retiram capacidade de fiscalização da Comissao Eleitoral e deixa de registrar diversas informações qualitativas dos votos. Além disso, as alterações podem levar à anulação de eleição para o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal da Petros.

Diferentemente de todas as nove eleições realizadas pela Fundação desde 2001, as duplas que concorrem aos Conselhos e os eleitores saberão somente o total de votos que os candidatos receberam e quantos eleitores votaram. Não saberão em quais estados os candidatos foram votados, nem o número de votos que cada um deles recebeu – o que dificultará gravemente a fiscalização do processo eleitoral por parte dos candidatos, eleitores e pela própria Comissão Eleitoral.

Além disso, com as mudanças, a Comissão Eleitoral perdeu o controle da senha que dá acesso ao sistema de votação e apuração da eleição. Antes, essa senha era compartilhada entre todos os seus membros, além dos representantes da empresa de informática que administra o sistema de votação, e da empresa certificadora que valida a segurança do processo eleitoral – ambas contratadas pela Petros. Agora, somente os representantes da empresa de informática e da empresa certificadora detêm as senhas que dão acesso ao sistema de votação e apuração da eleição.

Essa mudança no controle de abertura e fechamento do sistema de votação e apuração coloca em risco toda a segurança do processo eleitoral.

Além disso, a Petros decidiu fazer campanha de ‘incentivo à votação’ em prédios administrativos pontuais da Petrobrás, em detrimento de outros, em clara conduta de seleção de ‘público’.

Tal gravidade da denúncia soma-se ao fato de que essas alterações foram discutidas e definidas em reunião da Comissão Eleitoral no último dia útil antes do início da votação e sem ter a ata de tal reunião publicada ou fornecida aos seus membros.

Se a resposta da interpelação judicial não for esclarecedora ou convincente, a FUP tomará as providências judiciais para garantir a correta realização do processo eleitoral para que se possa ter, novamente, uma eleição, segura e confiável no seu resultado final, como ocorreu na nove eleições já realizadas pela Petros.

Fonte: FUP