Fundo da Petrobrás bancará preservação da Amazônia e educação pública Fundo da Petrobrás bancará preservação da Amazônia e educação pública

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 6 de setembro de 2019

Parte dos R$ 2,5 bilhões da Petrobrás que o chefe da força-tarefa da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, e outros procuradores do Ministério Público Federal (MPF) do Paraná tentaram desviar para um fundo privado serão destinados para a preservação da Floresta Amazônica e projetos de educação pública.

Nesta quinta-feira (5), representantes do Congresso Nacional, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU) fecharam um acordo para destinação de R$ 1,06 bilhão do fundo da Petrobrás para ações de preservação ambiental, com foco na Floresta Amazônica, e R$ 1,6 bilhão para ações na área de educação.

A proposta foi discutida durante audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que homologou o acordo.

Em março deste ano, a FUP denunciou, em ação popular, o acordo espúrio feito entre o MPF do Paraná, a Petrobrás e o governo dos Estados Unidos, em que a estatal disponibilizaria RS 2,5 bilhões para um fundo privado destinado ao combate à corrupção e que seria gerido pelos procuradores da Lava Jato.

Após a denúncia, a PGR também se pronunciou contra o acordo, reproduzindo, inclusive, parte da argumentação da FUP em ação contra os procuradores no Supremo.

Em julho, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mandou instaurar Processo Administrativo Disciplinar contra a juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sérgio Moro na 13ª Vara de Curitiba, por ter homologado e tornado sigiloso o acordo do MPF com a Petrobrás.

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