Sindipetro Bahia vai entrar na Justiça para que Petrobrás informe valores do PRVE recebidos por cada gerente Sindipetro Bahia vai entrar na Justiça para que Petrobrás informe valores do PRVE recebidos por cada gerente

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 10 de setembro de 2019

A diretoria do Sindipetro Bahia solicitou, via Câmara Federal, informações sobre os valores referentes ao Programa de Remuneração Variável do Empregado (PRVE) pagos pela Petrobrás a cada gerente geral, gerente executivo e diretor da empresa. Apesar de ser uma empresa pública e ter a obrigação de informar tais dados, a Petrobrás negou essa informação ao Sindicato.

No entanto, ao responder à Câmara, a empresa acabou dando outra outra informação muito importante: o total distribuído em 2019 a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em 2018, ainda fruto do acordo negociado com a FUP. A Companhia também informou o que foi pago a título de PRVE. Nos dois casos, os dados mostram o montante do pagamento feito para os trabalhadores e para aqueles que possuem cargos gerenciais.

Os números mostram uma enorme desproporção entre gerentes e diretores e o restante da categoria. No caso da PLR (R$1.410.330.934,82), 25% do valor total foram distribuídos para aqueles que têm cargo gerencial, enquanto 75% para todos os outros trabalhadores, inclusive para aqueles com nível superior. Já no caso do PRVE (R$ 889.161.424,99), 45% dos recursos foram distribuídos para uma minoria, no caso os que possuem cargo gerencial, e 55% para aqueles que não ocupam cargo de chefia.

Além da distribuição dos recursos, a diferença entre a PLR e o PRVE é que, no primeiro caso, há regras e normas estipuladas em mesa de negociação entre a FUP e a direção da Petrobrás. Há, acima de tudo, transparência e a preocupação com uma divisão justa, reservando a maior parte do recurso para a massa de trabalhadores e a menor parte para aqueles que são minoria e têm salários altos. No PRVE, definido pela atual gestão da Petrobrás, não há transparência e o critério é inverso – privilegiando os que ganham bem.

O Sindipetro Bahia e a FUP são contra essa forma de distribuição de recursos e defendem a PLR nos mesmos moldes que funcionou até agora: negociado com as entidades sindicais, transparente e com a distribuição equilibrada dos recursos.

Diante da negativa da Petrobrás de fornecer os valores recebidos por cada gerente, o Sindipetro Bahia vai entrar com uma ação na Justiça para que a estatal forneça esses dados, pois como uma empresa pública ela não pode esconder esse tipo de informação. “Se os gerentes não querem que a categoria saiba os valores que receberam a título de PRVE deveriam se demitir e pedir emprego na Shell. Mas enquanto estiverem na Petrobrás terão de compartilhar essa informação, que é pública”, ressalta o diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa.

Fonte: Sindipetro-BA