Em meio à greve de trabalhadores, Correios entram com pedido de dissídio Em meio à greve de trabalhadores, Correios entram com pedido de dissídio

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 12 de setembro de 2019

Trabalhadores dos Correios de todo o Brasil iniciaram nessa terça-feira (10) uma greve por tempo indeterminado em todo o País. A categoria iniciou a paralisação após a direção da empresa se recusar a negociar um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), insistir em uma proposta que retira direitos dos empregados e se retirar do processo de mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Segundo informações da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), a postura dos Correios faz parte de uma estratégia para privatizar a empresa. “Tanto a base governista, quanto a direção dos Correios têm interesse em usar a greve para desgastar a imagem dos trabalhadores. Querem, inclusive, censurar os trabalhadores, proibindo de falar sobre a empresa, o que por consequência também impediria de debater publicamente os reais motivos que levaram à construção do atual movimento grevista”.

Diante da paralisação, as retaliações contra os trabalhadores já começaram. Além do pedido de dissídio, a ECT ameaçou descontar os dias não trabalhados e lançar como “falta injustificada” a partir da folha de setembro. Segundo a Fentect, a ameaça é mais uma manobra para confundir a categoria, pois a decisão sobre o corte de dias dos grevistas só acontece depois do julgamento do dissídio.

Dissídio

Após sair da mediação, os Correios ingressaram na tarde de quarta-feira (11) com pedido de dissídio coletivo junto ao TST. Apesar disso, a empresa insiste em não reconhecer o sucesso da greve que teve adesão de todos os 36 sindicatos de trabalhadores do País.

O ministro relator do processo será Maurício Godinho Delgado – que ficará responsável por produzir o voto que será analisado pelo colegiado do TST, após ouvir os representantes dos trabalhadores e da empresa e, então, avaliar o processo de negociação. No entanto, o julgamento do dissídio ainda não tem data marcada.

Reivindicações

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores dos Correios estão um reajuste salarial com reposição da inflação do período (3,25%) e o fim dos cortes de direitos propostos como “medidas estruturantes”.

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