Sindipetro/MG cobra resposta sobre incidentes na PBio Sindipetro/MG cobra resposta sobre incidentes na PBio

Diversos, Notícias | 13 de setembro de 2019

O Sindipetro/MG voltou a cobrar da direção da Petrobrás Biocombustível (PBio) uma resposta sobre os reincidentes problemas registrados nas duas caldeiras da Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros. O Sindicato enviou também uma comunicação extrajudicial à gerência da unidade solicitando, mais uma vez, acesso aos estudos relacionados aos procedimentos de gestão de mudança das caldeiras – que teria provocado deformações nos equipamentos.

Os defeitos nas caldeiras foi denunciado ao Sindicato pela primeira vez em julho deste ano, quando a unidade precisou ser parada. Na ocasião, o Sindipetro/MG questionou a gerência e foi informado que as alterações nas condições originais do projeto foram feitas com autorização do fabricante. Também na ocasião não havia qualquer evidência de treinamento dos trabalhadores na nova condição da caldeira – o que é procedimento padrão em qualquer tipo de alteração das condições originais de qualquer equipamento em unidades operacionais da Petrobrás.

Ainda em julho, o Sindicato também denunciou a ausência do gerente de Produção, Carlos Eduardo Torres – responsável pelo setor onde aconteceu o incidente e onde foram realizadas as alterações de projeto – que teria aproveitado a parada da unidade para adiantar suas férias.

Já em meados de agosto, a situação voltou a se repetir, expondo mais uma vez os trabalhadores a riscos, uma vez que essa condição – conhecida como “laranja” – pode levar à explosão da caldeira. No entanto, apesar de todo o risco, tanto a direção da PBio quando a gerência local se recusam a prestar esclarecimentos ao Sindicato – o que deixa os trabalhadores da Usina ainda mais expostos e inseguros.

Assédio na PBio

Não é a primeira vez que o Sindicato recebe denúncias de problemas na gerência de Produção da Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro. Além da ausência do gerente responsável durante uma situação de crise no setor, trabalhadores já denunciaram também inúmeras práticas de assédio moral do gestor contra os funcionários.

Inclusive, nesta semana, o Sindipetro/MG recebeu denúncias de que Carlos Eduardo Torres teria acionado a Polícia Militar e acusado injustamente um trabalhador de tê-lo ameaçado de morte por causa de uma discussão entre ambos. Trabalhadores ouvidos pela diretoria do Sindicato e que teriam presenciado a cena negam que o gerente tenha sido ameaçado.

O caso está sendo acompanhado pelo departamento jurídico da entidade, que tomará as medidas cabíveis no sentido de resguardar a integridade do trabalhador falsamente acusado de ameaça.

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