Petrobrás vai lançar PIDV para unidades colocadas à venda Petrobrás vai lançar PIDV para unidades colocadas à venda

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 16 de setembro de 2019

As privatizações em curso no Sistema Petrobrás, além de comprometerem o futuro da empresa e impactarem diretamente no desenvolvimento nacional, aumentarão o desemprego no País. E o destino dos trabalhadores do Sistema Petrobrás depende do grau de mobilização da categoria. Isso porque os terceirizados já estão sendo demitidos e os trabalhadores próprios, transferidos.

Agora, a FUP e o Sindipetro Bahia teve a confirmação, por meio de uma fonte da alta cúpula da gestão da Petrobrás, que a empresa vai abrir um Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV) específico para os trabalhadores lotados nas unidades que estão à venda. A informação também já tinha sido divulgada pela imprensa há alguns dias.

A intenção dos gestores é desmobilizar cerca de 70% desses petroleiros, a maioria sem tempo de contribuição para se aposentar.

Outra informação grave é que os trabalhadores que estão sendo transferidos para outros estados não terão qualquer garantia de permanecer no emprego. Cada área, em cada unidade – aquisição de serviços, setores tributário, financeiro de gestão de pessoas, etc – terá uma limitação de pessoal.

Caso haja transferência de um maior número de pessoas do que, pela visão da empresa, comporte determinado setor, a orientação é clara: o excedente de pessoal será demitido.

A ordem foi dada aos gerentes executivos pelo alto corpo de gestão da empresa e pelo Conselho de Administração.

A Petrobrás não está levando em conta nem o transtorno dos trabalhadores, que vão se mudar de cidade, muitos deles deixando família, amigos e casa. Esse trabalhador não terá nenhuma garantia e pode ser surpreendido com a demissão sumária.

Oura modalidade é o Programa Voluntário de Mobilização Direta (PVMD), que consiste na transferência imediata de trabalhadores próprios para as unidades que já estão à venda. Portanto, a demissão dos funcionários, que deve acontecer em no máximo dois anos, será responsabilidade da empresa que comprou a unidade e não mais da Petrobrás.

Esse é mais um fato que comprova a falta de compromisso do atual governo com o desenvolvimento dos estados do Norte e Nordeste do nosso País, sendo que na Bahia, pela grandeza da Petrobrás no Estado, esse impacto será muito maior.

A única maneira de enfrentar esse grave problema é de forma coletiva. Por isso, a importância da participação da categoria – trabalhadores de todas as unidades – nas mobilizações convocadas pelos sindicatos.

Leia mais:

Fechamento de unidades da Petrobrás gera transferências e demissões de trabalhadores
Em meio à negociação do ACT, Petrobrás impõe transferência a trabalhadores de Minas

Fonte: FUP, com informações do Sindipetro Bahia