Petrobrás persegue dirigentes sindicais que moveram ações contra a privatização Petrobrás persegue dirigentes sindicais que moveram ações contra a privatização

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 18 de setembro de 2019

A direção da Petrobrás está perseguindo dirigentes sindicais que moveram Ações Populares contra a privatização e o desmonte da empresa. A denúncia foi feita pela FUP e pelo Sindipetro RJ, que afirmam que vários diretores de ambas as entidades, que questionaram juridicamente a venda da BR Distribuidora e das refinarias, estão agora sendo alvo de pedidos de indenização da direção da estatal.

Essa perseguição é mais uma das medidas arbitrárias da Petrobrás, que têm sido uma marca da atual gestão da empresa e que estão sendo, inclusive, acentuadas em pleno processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Nos pedidos de indenização, a Petrobrás exige reembolso financeiro a título de danos morais e materiais por suposto prejuízo causado por conta das quatro ações populares com pedido de liminar de suspensão da venda das refinarias Abreu e Lima (RNest), em Pernambuco; Landulpho Alves Mataripe (RLam), na Bahia; Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, e também na ação que questionava a venda da BR Distribuidora.

Estão sendo alvos dessa ação da Petrobrás o dirigente do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra. Além deles, também estão sendo processados os diretores do Sindipetro-RJ, Eduardo Henrique, Igor Mendes e Natalia Russo, e o petroleiro Marcello Bernardo Reis.

Essa é mais uma tentativa da empresa de intimidação dos dirigentes sindicais e da organização dos trabalhadores. “Nós não iremos nos intimidar pois temos tranquilidade de estar fazendo o que é certo, justo e necessário. Sempre fomos nós os maiores defensores da nossa empresa e não será essa gestão entreguista e alinhada com os banqueiros americanos que irá nos calar. Entraremos com denúncias, inclusive na Organização Internacional do Trabalho, por meio de seu Comitê de Liberdade Sindical” afirma Tezeu Bezerra, um dos diretores sindicais processados pela atual gestão da Petrobrás.

Em nota, a FUP lembrou que a Constituição Federal assegura a todos o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra qualquer ilegalidade ou abuso de poder, reconhecendo o direito à proposição de Ação Popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio Histórico e cultural.

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Fonte: Sindipetro/MG