3/10: Petroleiros de Minas fazem ato contra a privatização da Regap 3/10: Petroleiros de Minas fazem ato contra a privatização da Regap

Diversos, Eventos, Notícias, Tribuna Livre | 27 de setembro de 2019

No próximo dia 3 de outubro, os petroleiros da Refinaria Gabriel Passos (Regap) e Termelétrica Aureliano Chaves farão um ato em defesa da soberania nacional e contra a privatização das estatais. A mobilização acontece no dia do aniversário de 66 anos da Petrobrás – que, assim como outras empresas públicas, tem sido desmontada pelo atual governo e vendida em fatias à iniciativa privada.

A mobilização acontecerá a partir das 7h30, na portaria da Regap, em Betim (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte. O ato contará com o apoio e participação de movimentos sociais, parlamentares, outros sindicatos e centrais sindicais e também será realizado em outras bases da Petrobrás pelo País.

Além dos impactos que a venda da Regap pode trazer para Betim e Minas Gerais, o ato também vai denunciar os prejuízos da privatização da Petrobrás para o povo brasileiro, como o aumento dos preços dos combustíveis e as consequências da entrega do pré-sal para o financiamento da educação. Inclusive, nos dias 2 e 3 de outubro, os professores e estudantes da rede federal de educação também em estarão em greve em todo o País em defesa da educação pública.

Segundo o coordenador do Sindipetro/MG, Anselmo Braga, é inaceitável que o Brasil entregue nas mãos de empresas – em sua maioria estrangeiras – “o patrimônio público construído pelo povo brasileiro a preço de banana”.

Além da luta contra a privatização, os petroleiros também travam uma difícil batalha contra redução de direitos. A categoria está em negociação salarial com a Petrobrás desde o mês de maio, mas a empresa insiste na retirada de conquistas do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Atualmente, a negociação está sendo mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). No dia 9 de setembro, o órgão apresentou uma proposta às partes – sindicatos e Petrobrás. Porém, a mesma não contempla as reivindicações dos trabalhadores e, por isso, as entidades sindicais encaminharam ao TST uma solicitação de prosseguimento das negociações – cujo prazo final é essa sexta-feira (27).

Ao longo do processo de negociação do ACT, a Petrobrás se mostrou intransigente em diversos momentos, dando início ao processo de venda de oito de suas 13 refinarias; vendendo a BR Distribuidora; assediando trabalhadores para votarem a favor de sua proposta de Acordo nas assembleias dos sindicatos; punido petroleiros em cargos de confiança por terem votado em desconformidade com a posição da empresa; iniciando processos de desmobilização deu unidades, transferência de empregados e programas de demissão voluntária; e perseguindo diretores sindicais que acionaram a Justiça contra a privatização da estatal.

Ainda conforme Anselmo Braga, ao longo dos 66 anos de história da Petrobrás, talvez esse seja o período de maior ataque que a empresa e seus trabalhadores já passaram. “Mais uma vez, a categoria petroleira resistirá e lutará em defesa dessa empresa, criada e construída para servir ao desenvolvimento do povo brasileiro”.