Petroleiros de Minas dizem não à privatização da Regap Petroleiros de Minas dizem não à privatização da Regap

Diversos, Notícias, De que lado você está?, Tribuna Livre | 3 de outubro de 2019

Foto: Natalia Gomes

O ato realizado pelos petroleiros de Minas Gerais na última quinta-feira (3) deu o tom da luta da categoria em defesa da Petrobrás. Na manifestação, os trabalhadores denunciaram as consequências da venda da Regap, para o povo mineiro.

Um dos principais impactos seria a queda na arrecadação de impostos em Minas e no município de Betim. Isso porque a refinaria é hoje a empresa que mais gera repasse de impostos para a cidade e, nas mãos da iniciativa privada, a empresa pode pleitear isenções fiscais.

Além disso, a privatização da Regap poderia provocar a redução da produção de derivados e, consequentemente, a redução de arrecadação de impostos, corte de empregos, e aumento dos preços dos combustíveis; a interrupção da produção e a transformação da refinaria em um centro de tancagem; ou até mesmo o fechamento da refinaria.

Durante o ato, representantes de outras entidades presentes reafirmaram a necessidade de uma pauta unificada em defesa da Petrobrás e da soberania nacional. “O que vocês decidirem aqui, vai definir nossa negociação também, pois é uma conjuntura de ameaça nacional”, explicou o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores de Minas, Jairo Nogueira.

O diretor do Sindipetro/MG, Felipe Pinheiro, salientou que esse é momento de debater mais a fundo o cenário de desmonte na Regap. “No processo de precarização para preparar a refinaria para a privatização, estamos todos correndo riscos – os trabalhadores e a sociedade no entorno da Regap”.

Ainda participaram do ato, a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), um representante do mandato da também deputada Marília Campos (PT), e representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Levante Popular da Juventude, do Sindicato dos Professores da Universidade Federal de Minas Gerais (APUBH), do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas (Sintect-MG), do Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro-MG) e do Sindicato dos Metroviários de Belo Horizonte.

Em um segundo momento, a diretoria do Sindipetro debateu com os trabalhadores sobre a preparação para uma greve, tendo em vista que a categoria está em negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), em um processo marcado por diversas medidas arbitrárias e antissindicais da direção da empresa.

O ato na portaria da Regap marcou o aniversário de 66 anos da Petrobrás e também ocorreu em Curitiba, onde está preso o ex-presidente Lula, e em todas as bases da Petrobrás no Brasil.

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Fonte: Sindipetro/MG