#PetrobrásFica: liminar impede transferência e demissões de petroleiros da Bahia #PetrobrásFica: liminar impede transferência e demissões de petroleiros da Bahia

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 18 de outubro de 2019

Quase 700 trabalhadores da Petrobrás na Bahia recepcionaram com aplausos a oficial de Justiça que entregou na manhã desta quinta-feira (17) a liminar que impede o fechamento da estatal no Estado e a transferência dos petroleiros para outras unidades.

A comemoração dos trabalhadores emocionou a oficial de Justiça que, em lágrimas, cantou o hino nacional junto às centenas de pessoas que se aglomeravam na entrada da Torre Pituba, sede central da Petrobrás, em Salvador.

Veja o vídeo da comemoração dos trabalhadores do Sindipetro/Bahia:

 

“Estamos muito felizes, mas sabemos que a Petrobrás deve recorrer da liminar. Vamos tentar sensibilizar os desembargadores para que eles tenham conhecimento do que pode ocorrer na Bahia se a liminar for cassada”, explica Jairo Batista, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro/BA).

Os impactos sobre a economia do Estado e a perda de emprego e renda de milhares de pessoas são os principais argumentos para tentar impedir a decisão da direção da estatal de deixar a Bahia. A direção da Petrobrás vem trabalhando em sintonia com o projeto neoliberal econômico do ministro da Economia, Paulo Guedes, de desmonte das estatais para entregá-las ao mercado financeiro internacional.

“São 3 mil companheiros e companheiras que podem perder seus empregos. São 2 mil contratados diretos da Petrobrás e outros mil indiretos. Além disso, o fechamento da Petrobrás trará um impacto gigantesco para o comércio local. A região no entorno da Torre Pituba é tomada de escritórios, consultórios médicos, centros empresariais, shoppings, serviços e gráficas. É todo um arcabouço de serviços que orbitam em torno da empresa”, conta Jairo Batista.

Um calendário de lutas contra o fechamento da estatal já está sendo realizado pelo Sindicato dos Petroleiros e a possibilidade de uma greve geral dos trabalhadores da Bahia não está descartada. “É importante que os trabalhadores se mantenham mobilizados porque não está descartada a deflagração de uma greve geral no próximo dia 26 de outubro”, diz Jairo.

No próximo dia 28, às 9h da manhã, será realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Salvador. Também deverá ser realizada nos próximos dias, com data a ser confirmada, uma palestra com procuradores do Trabalho sobre relações de trabalho e direito de greve, no Hotel Fiesta, ao lado da sede da Petrobrás.

O importante papel do Sindipetro/BA na conquista da liminar

A vitória dos trabalhadores foi graças à atuação do Sindipetro/BA que demonstrou durante a audiência de conciliação entre a Petrobrás e o Sindicato, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT/BA), que a direção da estatal promovia assédio moral e pressão contra os trabalhadores para que eles não questionassem a transferência e o fechamento da empresa.

“O Sindipetro realizou uma série de oitivas junto ao MPT para darmos ciência aos procuradores das atrocidades, assédio moral e pressões que a empresa fazia junto aos trabalhadores para que fossem transferidos sem negociação. Levamos ao MPT mais de 40 companheiros que deram seus depoimentos sobre a atuação de gerentes e diretores da Petrobrás na Bahia”, explica Leonardo de Souza Urpia, diretor do Sindipetro/BA.

O MPT instaurou um procedimento de mediação, mas a Petrobrás não apresentou nenhuma possibilidade de suspensão de transferência, nenhum plano de diálogo ou cronograma. Somente informou que estaria desmobilizando todos os edifícios por decisão da alta direção. “Após a mediação, já na primeira audiência, o MPT ingressou com a medida judicial a partir das informações do Sindipetro e também pela negativa da Petrobrás em negociar”, conta Urpia.

O MPT entrou com ação na Justiça do Trabalho e o juiz Danilo Gaspar, da 6ª Vara de Salvador, concedeu a liminar. A decisão proferida proíbe a estatal de transferir seus empregados de seus atuais locais de trabalho no estado e também de criar programas de demissão voluntária.

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Fonte: CUT

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