Petros comunica que INSS encerrou convênio para pagamento de benefícios Petros comunica que INSS encerrou convênio para pagamento de benefícios

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 20 de novembro de 2019

“A partir de janeiro, o INSS não fará mais o pagamento do benefício de seus segurados por meio do convênio com a Petros. O órgão de previdência oficial comunicou esta decisão a todas as entidades fechadas de previdência complementar e informou que, a partir do ano que vem, pagará seus beneficiários pela rede bancária contratada pelo próprio INSS. Em caso de dúvidas, entre em contato com a Central 135 do INSS”, informou a Petros, nesta terça-feira (19), em seu portal.

“O último crédito do INSS via Petros será referente ao mês de dezembro, pago nos dias 10 e 20. O benefício referente a janeiro será creditado diretamente pelo INSS até o 5º dia útil de fevereiro, de acordo com o calendário do instituto. A Petros está em contato com o INSS para obter esclarecimentos e orientações para passar a seus participantes. Conforme as orientações forem divulgadas pelo INSS, a Petros comunicará mais detalhes aos participantes”, esclareceu a Fundação.

Privatização

No dia 7 de novembro, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encerrou o leilão da folha de pagamento de benefícios, pela qual os banqueiros pagarão R$ 24 bilhões ao governo nos próximos cinco anos. Ao todo, 23 instituições bancárias participaram do leilão, entre os dias 5 e 7 de novembro, em Brasília. Os bancos vencedores ganharam o direito ao pagamento de benefícios a serem concedidos entre 2020 e 2024.

A folha de benefícios do INSS é um excelente negócio. Ao ficarem com as contas dos segurados, poderão oferecer à clientela todos os tipos de serviços e cobrar por vários deles. O crédito consignado a aposentados e pensionistas, por exemplo, se tornou produto altamente rentável e com baixo custo. As prestações já vêm descontadas dos benefícios. Portanto, a inadimplência é próxima de zero.

Outro ponto importante vislumbrado pelos bancos: o número de aposentados vai aumentar muito nos próximos anos, uma vez que o País está envelhecendo. Com a folha do INSS, os bancos garantem um mercado cativo, já que a concorrência tenderá a aumentar diante das facilidades que o Banco Central têm concedido ao mercado para a entrada de novos competidores, sobretudo de fintechs, instituições 100% digitais e cooperativas.

Atualmente, o INSS tem, em sua folha de pagamento, mais de 35 milhões de benefícios, com expectativa de 5 milhões de novos benefícios por ano. “Enquanto os banqueiros são privilegiados e beneficiados pelo governo Bolsonaro, os assistidos da Petros (PPSP-R, PPSP-NR e PP-2) que podiam solicitar valores maiores de empréstimo, considerando a renda do INSS, perdem essa possibilidade. Perde a Petros, que emprestará menos, perdem os assistidos, que terão crédito mais caro e com menor prezo de pagamento, perdem todos porque o empréstimo é o investimento mais seguro e um dos mais rentáveis desses planos”, lamenta o diretor da FUP e conselheiro eleito da Petros, Paulo Cesar Martin.

Fim do adiantamento no dia 10

A Petros informou também que, como o pagamento do INSS dos aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrás deixará de ser feito via Fundação, “não haverá mais adiantamento do benefício Petros nem da previdência oficial no dia 10”.

“A partir de janeiro, o pagamento do benefício Petros será apenas no dia 25 de cada mês, sendo antecipado para o dia útil anterior caso a data caia num fim de semana ou feriado. Assim, haverá duas datas de recebimento: a da Petros e a do INSS, que, geralmente, paga até o 5º dia útil do mês seguinte”, informou a Petros.

Pensão judicial

Outra informação importante feita pela Petros: “Aqueles que descontam pensão judicial via contracheque precisam comunicar a seus pensionados – como ex-cônjuge ou filho – que é necessário cadastrar o ofício no INSS para que o desconto aplicado na parte da previdência oficial seja feito pelo órgão. Este procedimento é feito no portal Meu INSS. Para mais informações, clique aqui.”

Fonte: FUP, com informações da Petros e do Correio Braziliense