Petroleiros de Minas iniciam greve por tempo indeterminado Petroleiros de Minas iniciam greve por tempo indeterminado

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 31 de janeiro de 2020

Petroleiros e petroleiras de Minas Gerais iniciam greve por prazo indeterminado, a partir das 23h30 desta sexta-feira, 31 de janeiro. A categoria protesta contra a demissão em massa e sem negociação de mil trabalhadores da Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (ANSA/Fafen-PR), empresa subsidiária do Sistema Petrobrás.

O anúncio de hibernação da fábrica despertou indignação em todo o país, representando a gota d’água de uma série progressiva de ataques a direitos, cometidos pela atual gestão da Petrobrás.

Os petroleiros também reivindicam que a gestão da Petrobrás cumpra o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A empresa está desrespeitando o que já estava acordado ao tomar decisões unilateralmente, alterando regras das tabelas de turno, banco de horas, interstício e descanso semanal sem negociar com os trabalhadores.

A paralisação nacional envolve 13 sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Em Minas Gerais, a representação é realizada pelo Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG).

Prejuízos da Privatização

Além das reivindicações, a categoria denuncia as consequências das privatizações. Sob o mote “Privatização da Petrobrás: isso é da sua conta!!”, os petroleiros buscam conscientizar a população sobre os efeitos negativos para o bolso do consumidor da política de reajustes de combustíveis praticada pela gestão da Petrobrás e da venda de ativos da companhia, como a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim.

A campanha ainda chama a atenção para a desindustrialização do país que a redução dos investimentos da Petrobrás está provocando. Os R$ 104,4 bilhões que a empresa investiu em 2013 caíram para R$ 49,4 bilhões em 2018, afetando diversos segmentos de fornecedores de bens e serviços da cadeia de óleo e gás.

Com os desinvestimentos, a Petrobrás demitiu cerca de 270 mil pessoas entre 2013 e 2018, segundo aponta o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Isso representa um impacto sobre mais de 1 milhão de pessoas, considerando as famílias, e engrossa as altas taxas de desemprego do Brasil.

Abastecimento à população

O Sindipetro/MG reitera que está disposto a negociar a manutenção da produção necessária para garantir o atendimento às necessidades inadiáveis da população, conforme prevê o Art 10, da Lei 7.783/89, que trata do direito de greve. Entretanto, até o momento, a empresa se negou a negociar.

Mais informações:

Diretor de Comunicação do Sindipetro/MG: Felipe Pinheiro.

Contato: (31) 99209-2662

 

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