Ato em apoio à greve dos petroleiros marca 3° dia de paralisação Ato em apoio à greve dos petroleiros marca 3° dia de paralisação

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 3 de fevereiro de 2020

Trabalhadores do Sistema Petrobrás em Minas Gerais entraram hoje, dia 3, no terceiro dia de greve. Logo pela manhã, o Ato Político em Apoio à Greve dos Petroleiros reuniu representantes de diversos movimentos sociais e entidades.

A atividade confirmou que as reivindicações dos petroleiros têm respaldo na sociedade. Pois refletem as preocupações de diversos segmentos sociais sobre os ataques aos direitos trabalhistas, a onda de privatizações e o descaso do atual governo com o setor público.

De acordo com o coordenador do Sindipetro-MG, Alnselmo Braga, a categoria está unida em defesa dos empregos. “A adesão dos trabalhadores é muito boa, superior a 90%. E hoje recebemos essa ajuda de outras categorias que sabem da importância do Sistema Petrobrás para a soberania nacional”, afirma o coordenador.

Participaram do protesto a deputada estadual Beatriz Cerqueira e o deputado federal Rogério Correia, representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Luta de Classes, Levante Popular da Juventude, Esquerda Diário, Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios de Minas Gerais (Sintect/MG), Central Única dos Trabalhadores (CUT/MG) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Trabalhadores liberados
Na manhã desta segunda-feira, os 37 trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap), mantidos no interior da unidade desde o início da greve, foram liberados após denúncia do Sindipetro/MG ao Ministério Público do Trabalho. Funcionários da Usina Termelétrica de Ibirité (UTE-IBT) nas mesmas condições também foram liberados.

Ao saírem da refinaria, ficou claro o esgotamento ao qual os petroleiros foram submetidos. “Todos saíram exaustos, depois de mais 50 horas de trabalho, proibidos de saírem do local, sob ameaça de serem demitidos por abandono de trabalho se saíssem da unidade”, conta Alexandre Finamori, diretor do Sindipetro/MG.

Reivindicações
A greve dos petroleiros reivindica a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), o estabelecimento de processo de negociação com a Petrobrás para que o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) seja cumprido e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da empresa sejam suspensas. O movimento nacional já alcança 11 estados do país e 20 bases operacionais.

Abastecimento à população
O Sindipetro/MG reitera que está disposto a negociar a manutenção da produção necessária para garantir o atendimento às necessidades inadiáveis da população, conforme prevê o Art 10, da Lei 7.783/89, que trata do direito de greve. Entretanto, até o momento, a empresa se negou a negociar. Em audiência de conciliação realizada nesta segunda-feira no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tratar com a empresa sobre a manutenção dos serviços essenciais, não houve acordo entre as partes.