Categoria paralisa atividades em defesa dos empregos Categoria paralisa atividades em defesa dos empregos

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 7 de fevereiro de 2020

A greve dos petroleiros em Minas atingiu 90% de adesão dos setores operacionais da UTE e Regap esta semana. Desde o início da paralisação, na noite do dia 31 de janeiro, o movimento nacional se fortalece, atingindo mais de 30 unidades, em 12 estados do país.

A categoria protesta contra a demissão em massa e sem negociação de mil trabalhadores, efetivos e terceirizados, da Araucária Nitrogenados/ Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (ANSA/Fafen-PR).

O anúncio de hibernação da fábrica paranaense despertou indignação em todo o país, representando a gota d’água de uma série progressiva de ataques a direitos, cometidos pela gestão da Petrobrás sob o governo Bolsonaro.

A causa dos petroleiros conta com amplo apoio na sociedade. No início da semana, segunda-feira, 3, o Ato Político em Apoio à Greve dos Petroleiros reuniu representantes de diversos movimentos sociais e entidades.

A atividade confirmou que as reivindicações dos grevistas refletem as preocupações de diversos segmentos sociais sobre os ataques aos direitos trabalhistas, a onda de privatizações e o descaso do atual governo com o setor público.

De acordo com o diretor do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, a intensa mobilização durante a semana sinalizou que os trabalhadores não ficaram só na revolta. “A categoria demonstra mais uma vez disposição para a luta. Minas está pronta para iniciar mais uma grande batalha em defesa dos empregos e direitos da categoria petroleira”, afirma o diretor.

Acordo Coletivo de Trabalho

A demissão em massa em Araucária/PR é prova do desrespeito da gestão da Petrobrás em relação ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), firmado com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A gestão está descumprindo cláusulas que estabelecem fóruns de negociação e protegem trabalhadores de demissões arbitrárias. Os atropelos passam pelas tabelas de turno de revezamento, banco de horas, hora extra, relógio de ponto, interstício, participação nos lucros e resultados (PLR), mudanças na MAS e transferências arbitrárias.

Trabalhadores liberados

Na segunda-feira, 37 trabalhadores da Regap mantidos na unidade desde o início da greve foram liberados após denúncia do Sindipetrao Ministério Público do Trabalho. Funcionários da UTE-IBT nas mesmas condições também foram liberados.

Abastecimento à população 

Os trabalhadores participaram na segunda-feira, 3, de audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tratar com a empresa a manutenção dos serviços essenciais à população, mas não houve acordo entre as partes. Embora a refinaria esteja operando com número reduzido de funcionários, até o momento a empresa se negou a negociar o abastecimento à população.

O Sindipetro/MG reitera que está disposto a negociar a manutenção da produção para o atendimento às necessidades inadiáveis da população, conforme a Lei 7.783/89, sobre o direito de greve.

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