Em audiência pública, Petroleiros debatem prejuízos causados pela venda da Petrobrás Em audiência pública, Petroleiros debatem prejuízos causados pela venda da Petrobrás

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 11 de fevereiro de 2020

Trabalhadores em greve da Petrobrás participaram hoje (11) de audiência pública da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O debate focou na situação dos petroleiros e as consequências negativas da privatização da empresa.

Durante o evento, o coordenador do Sindipetro/MG, Anselmo Braga, explicou que o Governo Federal está priorizando interesses estrangeiros em detrimento da população brasileira ao colocar unidades da estatal à venda, dentre elas a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim.

“No Brasil estamos pagando preços praticados no mercado internacional, o que não faz sentido porque temos uma empresa petrolífera brasileira. Somos a favor dos preços justos para a população, como mostramos ao vender gás a R$40 no último sábado”, afirmou o coordenador.

Já o diretor do Sindipetro/MG Felipe Pinheiro, relatou a extensão dos prejuízos que podem ser causados pela privatização, atingindo as comunidades no entorno da refinaria, o município de Betim e o Estado de Minas Gerais que vão arrecadar menos impostos, enquanto a população em geral vai pagar mais caro pelos combustíveis.

“Ao privatizar 50% da capacidade de refino do Brasil, nós vamos perder por completo a capacidade de regular o preço do Petróleo. Vamos estar sujeitos às crises internacionais de petróleo, como as que ocorrem no Oriente Médio”, disse Felipe.

A audiência foi realizada por meio de requerimento dos deputados estaduais Beatriz Cerqueira (PT) e Celinho Sintrocel (PCdoB) e contou com o apoio e participação dos parlamentares Leninha (PT), Betão (PT), Marília Campos (PT) e Andreia de Jesus (Psol). Confira aqui os requerimentos aprovados da reunião.

Participação

Além da diretoria do Sindipetro/MG participam da audiência o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/Minas), Jairo Nogueira Filho, a representante da Frente Brasil Popular e do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos, Débora Sá Ribeiro de Azevedo, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares do Estado de Minas Gerais, Robson Gomes Silva.

Liminar

Nesta terça-feira (11) os petroleiros em greve buscaram o cumprir a liminar imposta pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre efetivo mínimo para a manutenção dos serviços essenciais na Regap. Mas a gerência da refinaria não permitiu a entrada de dirigentes sindicais para verificar as condições atuais das unidades, de maneira a preservar segurança e a saúde dos trabalhadores dispostos a cumprir a liminar conforme orientação do Sindicato.

Greve
A greve dos Petroleiros atinge 92 unidades em 13 estados brasileiros. A categoria protesta contra a demissão em massa e sem negociação de mil trabalhadores, efetivos e terceirizados, da Araucária Nitrogenados/ Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (ANSA/Fafen-PR), e alerta sobre os prejuízos causados pela privatização do Sistema Petrobrás. Em Minas, o movimento teve início em 31 de janeiro e conta com 90% de adesão dos setores operacionais da Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité) e Refinaria Gabriel Passos (Regap).

Fotos: Mídia Ninja

Em audiência pública, Petroleiros debatem prejuízos causados pela venda da Petrobrás