Greve dos Correios: paralisação segue e aguarda julgamento do TST Greve dos Correios: paralisação segue e aguarda julgamento do TST

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 4 de setembro de 2020

A ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Kátia Arruda determinou na terça-feira, dia 2, que 70% do efetivo dos Correios trabalhem durante a greve. O cálculo foi feito com base no número de trabalhadores presenciais em 14 de agosto. A empresa queria 90% do efetivo anterior à pandemia. A ministra é relatora do dissídio coletivo de greve dos Correios.

A relatora determinou que a ECT pare de descontar salários de trabalhadores em greve enquanto o processo não for julgado. A medida atende a pedido da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect). Também foi determinado que os empregados não podem impedir “o livre trânsito de bens, pessoas e cargas postais” e foi fixada multa no mesmo valor.

Julgamento
No dia 27 de agosto, foi determinado que o caso seria levado à julgamento, diante do fracasso das tentativas de negociação. Antes, o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, do TST, havia proposto a manutenção das 79 cláusulas do acordo coletivo assinado no ano passado, mantendo os atuais benefícios concedidos aos funcionários, mas sem reajuste nas cláusulas econômicas.

No entanto, segundo o TST, a proposta foi aceita pelos sindicatos que participam das negociações, mas os Correios se manifestaram somente pela manutenção de nove cláusulas.

Entenda
Funcionários dos Correios entraram em greve no dia 17 de agosto por tempo indeterminado. Cerca de 100 mil funcionários aderiram à paralisação. Eles protestam contra a retirada de direitos, a ausência de medidas para proteger os empregados da pandemia da covid-19 e a privatização da empresa.

A Fentect afirma que a empresa não quis negociar e revogou 70 cláusulas do Acordo Coletivo que estava em vigência até 2021. Entre elas, pagamento de 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte e auxílio para filhos com necessidades especiais.

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