FUP cobra Petrobrás sobre os descontos abusivos da AMS FUP cobra Petrobrás sobre os descontos abusivos da AMS

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 25 de janeiro de 2021

O Sindipetro/MG, por meio do diretor Leopoldino Martins, juntamente com a direção da FUP, através da Comissão da AMS,  participou da reunião, na sexta-feira (22) com a gerência de Recursos Humanos da Petrobrás onde cobrou esclarecimentos sobre questões referentes a AMS como os altos valores de descontos nos contracheques dos aposentados e pensionistas referente ao mês de janeiro de 2021, que vem tirando o sono dos petroleiros.

Foi apurado pela FUP e levado ao conhecimento da gerência três tipos de descontos efetuados: no Grande Risco (codigo 8661), na coparticipação do benefício farmácia (codigo 9630) e a amortização do saldo devedor.

Para a Federação estes descontos abusivos, efetuados sem qualquer comunicado prévio, alertando aos participantes do plano demonstra uma extrema insensibilidade e falta de responsabilidade com pessoas que deram a vida para construir esta empresa. A falta de transparência dos gestores da AMS, que mesmo sabendo da situação financeira delicada dos aposentados e pensionistas, que já sofrem com descontos devido ao pagamento dos Planos de Equacionamento da Petros, aplicam mais esta facada, levando os aposentados e pensionistas ao desespero.

A gestão de Recursos Humanos acreditou que somente com uma nota, divulgada no dia 15 (mesmo dia da emissão do contracheque dos aposentados e pensionistas), no portal da AMS, seria o suficiente para que o petroleiro tivesse ciência de que no mês de janeiro estaria mais endividado. A FUP questionou esta falta de comunicação antecipada, dando tempo para que as pessoas se organizassem financeiramente, tendo em vista que no mês de janeiro são pagas diversas despesas extras, como o IPTU, o IPVA, entre outras.

Mais uma vez, exigimos que seja implementada uma forma transparente para que cada aposentado e pensionista possa identificar o valor que realmente compõe o seu saldo devedor a sua origem e se realmente não foi realizado o desconto. Pois, até o momento, não existe como confrontar os dados apresentados pela empresa se o aposentado ou pensionista a época não arquivou estes contracheques.

Foi proposto pela direção da FUP na Comissão da AMS, que o valor do desconto mensal do grande risco não pode estar contaminado, misturado, com nenhum outro valor, mesmo sendo valores atrasados do grande risco de meses anteriores. Os representantes da FUP cobraram que eventuais valores descontados indevidamente devem ser devolvidos de imediato para cada aposentado e pensionista. Já os valores apurados que corretamente compõe o saldo devedor, devem ser parcelados no mesmo número de meses que o saldo devedor foi formado.

Além disso, foi sugerido que haja uma alteração no formato do extrato da AMS, para que o aposentado e a pensionista possam identificar corretamente os valores que compõe o seu saldo devedor.

Já no contracheque dos beneficiários deve constar somente duas rubricas de desconto: pagamento da AMS normal e pagamento da dívida negociada.

Caso a empresa considere a renda total, Petros + INSS, para estabelecer os valores dos descontos da AMS e o limite de desconto da margem consignável, não pode haver impedimento para que os aposentados e pensionistas retornem ou ingressem no Convênio Petros / INSS, garantindo desta forma o desconto em folha. Foi cobrado também, dos representantes da Petrobrás, que apresentassem o posicionamento oficial da direção da Petros, quanto a sua concordância em relação a prioridade de desconto da AMS, em relação aos descontos dos empréstimos da Petros. Ao final da reunião, os representantes da Petrobrás informaram que rapidamente responderão as reivindicações apresentadas pelos membros da FUP.