RLAM pode ser vendida pela metade do preço de mercado RLAM pode ser vendida pela metade do preço de mercado

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 12 de fevereiro de 2021

Na segunda-feira, dia 8, foi anunciado o desfecho das negociações da venda da  Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, Bahia. A RLAM é a primeira refinaria construída no Brasil e a segunda maior do país em capacidade de refino.

Pacote

Junto com a RLAM estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos e os terminais Madre de Deus, Candeias, Jequié e Itabuna.

Preço abaixo do valor

A RLAM está sendo vendida ao  Fundo Mubadala por US$ 1,65 bilhão. De acordo com o Ineep, a  refinaria valeria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. Ou seja, a RLAM está sendo vendida pela metade de seu real valor.

Monopólio privado regional

Na contramão de grandes petrolíferas, o Governo Bolsonaro e a gestão da Petrobrás abrem espaço e incentivam a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade.

Preço dos combustíveis vai aumentar

Se a RLAM é uma das refinarias da estatal que tem potencial mais elevado para formação de monopólios regionais, sua venda vai  aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento. Tudo isso vai deixar o consumidor inseguro e refém de uma empresa privada.

Péssimo negócio para o Brasil

É um grande absurdo vender o patrimônio do povo brasileiro, especialmente em um momento como este, agravado por uma pandemia e crise econômica.

Venda ainda não foi feita

Apesar da conclusão das negociações, a venda da Rlam não é um fato concretizado. A assinatura do contrato de compra e venda ainda está sujeita à aprovação dos órgãos competentes.

Greve

Na quarta-feira, dia 10, a FUP e seus sindicatos se reuniram em CD para definir os primeiros passos para mobilizações em resposta ao anúncio do avanço de mais uma etapa de tentativa de privatização da RLAM. Dentre as várias ações definidas por esse CD está a realização de setoriais locais para que os sindicatos junto com a categoria discutam formatos de lutas e mobilizações. A FUP volta a se reunir no dia 17 para definir o calendário de luta.

Com informações da FUP e Sindipetro/BA