Política de gestão da Petrobrás ameaça a vida da categoria Política de gestão da Petrobrás ameaça a vida da categoria

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 1 de agosto de 2022

A redução do número mínimo tem acarretado em transtornos resultantes do trabalho sob pressão


por Sindipetro/MG

 

Nos últimos meses, a categoria petroleira da Refinaria Gabriel Passos (Regap) tem convivido com os riscos consequentes do projeto de sucateamento da Petrobrás. A baixa qualidade da manutenção dos equipamentos da refinaria, em conjunto com a degradação das condições de trabalho, tem levado a unidade a uma série de ocorrências com potencial elevado para se transformarem em tragédias. Mesmo de conhecimento da gravidade dos acontecimentos recentes, a gerência local tem se mantido omissa, ignorando os ofícios enviados pelo Sindipetro/MG.

A política privatista e neoliberal empreendida pelo atual governo federal, e levada a cabo pela gerência geral da Regap, tem causado uma série de ocorrências de alto potencial de tragédia na refinaria. No último dia 22 de julho, após a ocorrência de trip na unidade de resfriamento de água industrial (U-123), na Unidade de Utilidades (UT), foi registrado um princípio de incêndio na torre de destilação 102C01 da U-102. A unidade foi evacuada e, por sorte, o fogo não se alastrou fazendo vítimas.

Além da baixa qualidade da manutenção dos equipamentos da refinaria, a redução do número mínimo tem acarretado em transtornos resultantes do trabalho sob pressão. Aplicado de forma unilateral, no início da pandemia, a chamada “demanda reduzida” é um absurdo no aspecto de segurança operacional, uma vez que é impossível prever qualquer instabilidade operacional ou emergências em que o número de trabalhadores na planta é essencial para o controle seguro das atividades necessárias. O tema vem sendo cobrado pelo Sindipetro/MG em diversas oportunidades, mas sem que a gerência geral tome as medidas necessárias para assegurar a segurança dos trabalhadores.

 

Bomba-relógio

O entendimento do Sindipetro/MG é de que a constância das ocorrências, somada ao processo de aceleração do processo de sucateamento da Regap, faz com que a refinaria seja uma bomba-relógio. Ainda assim, a gerência local segue ignorando os ofício enviados pelo sindicato e se esquivando de suas responsabilidades.

Ao ignorar os fatos e todos os alertas, a gerência da Regap se responsabiliza por colocar em risco a vida dos trabalhadores e da comunidade do entorno. Uma tragédia está prestes a ocorrer por negligência destes que estão no comando da refinaria. E caso ocorra, não será acidente, mas sim crime trabalhista. Assim como foi crime o que essa política privatista e de lucro máximo causou em Brumadinho e Mariana.

“A atual gestão da Petrobrás insiste no caminho do sucateamento e precarização do trabalho como forma de acelerar a privatização de suas unidades. Este é um caminho criminoso, que leva à destruição do meio ambiente e à morte de trabalhadores e trabalhadoras” afirma Alexandre Finamori, coordenador geral do Sindipetro/MG. “Nós não aceitaremos continuar trabalhando sob essas condições.

Continuaremos denunciando e brigando pelo respeito a vida e pelo fim deste culto ao luto que a empresa tem nos imposto. Nós não somos apenas uma matrícula” conclui o coordenador geral.

O Sindipetro/MG solicita ao petroleiro que tenha conhecimento de setores em condições inseguras, comunique à um diretor do sindicato ou denuncie para para diretoria@sindipetromg.org.br ou no WhatsApp (31) 9 8417-5352.