Política de sucateamento faz nova vítima: a U-1620, na Reduc Política de sucateamento faz nova vítima: a U-1620, na Reduc

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 8 de maio de 2017

luto_reducApós 41 anos de operação, os fornos da U-1620 foram apagados nesta segunda-feira (8). Agora, sem a devida manutenção, a unidade que ainda tinha capacidade de produção pode acabar virando apenas sucata. Além disso, dez postos de trabalhos vão ser realocados.

Esta é a primeira unidade a ser parada para transferir o efetivo para que a refinaria não pare. Já saíram 54 operadores e, até o fim do mês, sairão mais 23, chegando ao final de maio com menos 77 técnicos de operação.

A Reduc é uma das refinarias onde está acontecendo a maior saída de petroleiros no PIDV em todo o Brasil. Apenas neste último programa de incentivo à demissão, já saíram mais de 200 trabalhadores.

Não é à toa que o Sindipetro Caxias costuma usar o termo “A Fábrica de Acidentes” para se referir à refinaria. A Reduc é como uma bomba relógio pois, é muito complexa e sem número seguro de profissionais para atendê-la, o que torna o ambiente de trabalho ainda mais perigoso.

A U-1620 foi inaugurada em 1976 com a finalidade de gerar hidrogênio. Apesar de a unidade ter outra geradora, a U-3900, a empresa comprará mais hidrogênio da multinacional Braskem, empresa do grupo Odebrecht.

Negócio a “La Parente”: você para de produzir insumo e passa a comprar da iniciativa privada. Um atentado do presidente da Petrobrás, podemos pensar em sabotagem industrial com objetivo de destruir a estatal.

Outro acidente

Na última sexta-feira (5), o técnico de pperação da Reduc, Samuel Gustavo Oliveira Frota, foi atingido por óleo clarificado aquecido, durante um acidente na U-1250 da refinaria. Segundo o Sindipetro Duque de Caxias, houve um vazamento na junta de um permutador da unidade.

O trabalhador foi encaminhado ao setor de Saúde Ocupacional da Reduc e, em seguida, transferido para o hospital Caxias D’Or.

O Sindipetro questionou a Petrobrás sobre o que o motivo pelo qual o trabalhador queimado não foi para o HFAG (centro de tratamento de queimados). A informação dada foi de que não há vagas no hospital.

“O Sindicato continuará lutando para o melhor tratamento para a vítima e informará novas notícias assim que apurado.No mais, o que importa ao mercado é que a U-1250 não parou e ninguém na Reduc ficou sabendo do acidente”, informou o Sindipetro Caxias, em nota divulgada no final da noite desta sexta.

Fonte: Sindipetro Duque de Caxias

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