Fundações de esquerda apresentam manifesto para o desenvolvimento do Brasil no VII PLENAFUP Fundações de esquerda apresentam manifesto para o desenvolvimento do Brasil no VII PLENAFUP

Diversos, Notícias, Tribuna Livre, Política | 3 de agosto de 2018

02-08-tardeReconstruir a democracia, a soberania e o desenvolvimento nacional foi tema do primeiro painel da VII Plenafup, realizado na tarde da última quinta-feira (2). A mesa foi feita em um novo formato, com participação do público e de internautas pela página do Facebook da FUP, que está transmitindo as mesas ao vivo.

Participaram do painel, representantes da Fundação Maurício Grabois (PCdoB), Marco Costa; Fundação Perseu Abramo (PT), Isabel Leandro; Fundação Lauro Campos (PSOL), Francisvaldo Souza; e Fundação João Mangabeira (PSB), Alexandre Navarro.

Essas fundações se uniram e criaram dois manifestos voltados para o desenvolvimento do País. Isabel Leandro, da Fundação Perseu Abramo, explicou esses dois manifestos, o primeiro sobre a “Unidade para Reconstruir o Brasil” mais amplo, lançada no início de 2018; e o segundo “Por uma frente para  Parlamentar compromissada com a reconstrução e o desenvolvimento do Brasil”.

“Os documentos expressam a convicção de que, apesar das adversidades, o Brasil tem plenas condições de superar a presente crise”, alertou Isabel.

Já o manifesto para os parlamentares tem o objetivo de desencadear um movimento que contribua para a eleição de um conjunto de parlamentares comprometidos com a alternativa de um projeto nacional de desenvolvimento.

A ideia é que, uma vez eleitos, os parlamentares poderão protagonizar a constituição de uma Frente Parlamentar cujos integrantes terão como referência de atuação a defesa de um projeto pela reconstrução e o desenvolvimento do Brasil.

Marco Costa falou sobre crise internacional do capitalismo, onde “a forma mais cômoda que é a financeirização e a venda da força de trabalho. Crise essa que a Argentina e Brasil estão vivendo com mais força agora”, explicou Costa, que sugeriu que a opção é uma luta para tentar afirmar uma nova sociedade e nova forma de nos relacionarmos socialmente. “A preocupação das fundações é mostrar que é possível superar divergências e trabalhar nas convergências”, disse.

Francisvaldo Souza, representante da Fundação Lauro Campos, disse que a preocupação do grupo é desenvolver um projeto político de longo prazo para construir o Brasil. Souza fez um histórico de como funcionava a política brasileira, falando da época em que mulheres e negros não votavam, passando pelo coronelismo e o voto de cabresto. Segundo ele, a participação popular era irrisória e isso foi crescendo com o tempo, mas ainda temos necessidade de ampliação popular de participação política.

“Passamos por uma fase que a economia determinava as eleições e hoje estamos entrando em uma fase em que a política tem que obedecer a justiça. Eles que estão determinando como a política tem que ser feita seguindo a linha do grande capital. Esse é o problema que vamos ter que enfrentar nesse período eleitoral”, explicou.

Alexandre Navarro, da Fundação João Mangabeira, falou do manifesto para que os parlamentares consigam materializar as propostas contidas no documento. Alertou que o orçamento para Ciência e Tecnologia foi limitado, além de muitas perdas que a sociedade teve após o golpe. “Tomara que consigamos construir essa frente parlamentar que retome o compromisso com as pessoas desse País”, comentou Navarro.

Fonte: Sindipetro-NF

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