Em plena pandemia da covid-19, Petrobrás intensifica desmonte da estatal com o anúncio da venda de quatro termelétricas Em plena pandemia da covid-19, Petrobrás intensifica desmonte da estatal com o anúncio da venda de quatro termelétricas

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 15 de maio de 2020

A atual gestão da Petrobrás deu inicio ao processo de divulgação para a venda de quatro das suas usinas termelétricas, sendo três localizadas em Camaçari-BA – as usinas Arembepe, Bahia 1 e Muricy – e uma em Canoas, no Rio Grande do Sul, a UTE Canoas. É inacreditável que em plena pandemia da covid-19 a atual gestão da Petrobrás continue colocando em prática, de forma voraz, o seu projeto entreguista que visa a privatização do Sistema Petrobrás.

Essa atitude da empresa mostra bem quem são as pessoas que estão hoje exercendo cargos de chefia na alta cúpula da estatal. Afinal, em um momento de crise econômica, social e sanitária, quando deveria agir com responsabilidade social, a Petrobrás opta por aprofundar a crise.

Para transferir o patrimônio público para a iniciativa privada, a estatal se aproveita também do fato das lideranças políticas e a imprensa estarem voltadas para o que há de mais importante, que são a busca por soluções para salvar vidas e enfrentar a pandemia da covid-19.

A sociedade precisa acordar para o que esse governo faz com a maior empresa do país. Se estivéssemos em um período de normalidade a atitude da Petrobrás já seria grave, mas nesse momento em que vivemos uma crise econômica que pode ser a maior dos últimos cem anos, a conduta da direção da estatal além de irresponsável é criminosa.

Sem falar que estamos em um péssimo momento para as vendas. Nenhuma empresa séria colocaria os seus ativos à venda durante uma crise econômica, a não ser que a intenção seja mesmo a de acabar com a empresa.

Vai chegar a época em que o presidente da Petrobrás, Castello Branco, terá de prestar contas do que está fazendo com a Petrobrás, com os seus trabalhadores e com o Brasil. O presidente Jair Bolsonaro já foi denunciado pela Associação de Juristas pela Democracia (ABJD) no Tribunal Internacional em Haia pela prática de crime contra a humanidade ao incentivar ações que aumentam o risco de proliferação do novo coronavírus. Guardadas as devidas proporções, Castello Branco também tem as mãos sujas de sangue, pois contribui com o agravamento da crise econômica e sanitária no país, com a venda, fechamento de unidades e demissão de milhares de trabalhadores.

Fonte: Sindipetro Bahia

Em plena pandemia da covid-19, Petrobrás intensifica desmonte da estatal com o anúncio da venda de quatro termelétricas