Denúncia: Regap opera abaixo do número mínimo de trabalhadores Denúncia: Regap opera abaixo do número mínimo de trabalhadores

Acervo, Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 31 de julho de 2020

O Sindipetro/MG recebeu denúncias feitas pela categoria relatando que a Regap insiste em operar, de forma recorrente, com número de trabalhadores abaixo do mínimo estabelecido. Tal situação coloca em risco a vida dos trabalhadores e da comunidade do entorno.

Em setores como HDT e DH houve a redução do número mínimo. Atualmente, HDT funciona com dois operadores a menos, enquanto DH perdeu um.

Já no setor CCF oficialmente não houve redução do número mínimo, mesmo assim as equipes foram reduzidas. Para piorar a situação, a gerência local não está autorizando que trabalhadores façam compensação de horas de débito da última greve, permitindo assim a redução forçada do quadro mínimo de segurança.

Para o coordenador do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, “em plena Pandemia, os gestores da refinaria descumprem o acordo feito com mediação do TST e colocam em risco a vida dos trabalhadores e da comunidade. Precisamos lembrar a todo momento que essa lógica de gestão, que economiza em de mão de obra e provoca sucateamento, levou a Vale a praticar o maior crime ambiental que Minas vivenciou”, afirma o coordenador.

Riscos de tragédias

A redução do número mínimo coloca em risco a operação das unidades operacionais da Refinaria, que envolvem grandes riscos e cenários de acidentes que podem ocasionar tragédias.

Para se ter uma ideia da gravidade, um quadro de emergência envolvendo o vazamento da mistura de gás combustível e sulfeto de hidrogênio (H²S) em um dos setores impactados pela redução (HDT), pode resultar em uma nuvem tóxica fatal.

A contaminação pode atingir um raio de 850 metros, afetando grande parte da força de trabalho e comunidades no entorno da refinaria, como é o caso dos bairros Petrovale, Petrolina e Cascata, em Ibirité.

Número mínimo

Desde maio deste ano, o Sindicato cobra cópia dos estudos relacionados à metodologia para definição do efetivo mínimo de segurança para operação das unidades da Regap.

A gerência da Regap respondeu à primeira solicitação por meio de uma carta, na qual afirma permitir a visita de representantes do Sindicato aos documentos físicos, mas não garantiu cópia das informações para a devida análise da entidade.

Encaminhamentos

O Sindicato instituiu um Grupo de Trabalho com o objetivo de levantar a documentação necessária para ingressar com a denúncia nos órgãos responsáveis.

Denúncia: Regap opera abaixo do número mínimo de trabalhadores