DESCONTOS ABUSIVOS NA AMS E NO BENEFÍCIO FARMÁCIA: INCOMPETÊNCIA PLANEJADA DO GOVERNO BOLSONARO DESCONTOS ABUSIVOS NA AMS E NO BENEFÍCIO FARMÁCIA: INCOMPETÊNCIA PLANEJADA DO GOVERNO BOLSONARO

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 21 de janeiro de 2021

Reunião para tratar a questão com a gerência da AMS será nesta sexta-feira

O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG), por meio do diretor Leopoldino Martins, participou de reunião na terça-feira (19) com representantes da FUP e a comissão da AMS,  para tratar as seguintes falhas relacionadas aos descontos abusivos na AMS e no Benefício Farmácia:

 1 – Desconto do Grande Risco – Não efetuados em 2019 e 2020, quando o  equacionamento era 70 x 30%, estão acumulando com os descontos atuais na tabela do Grande risco.

2 – Foi citado o exemplo de um contracheque no qual fora tudo acumulado no Grande Risco, inclusive os descontos de consultas.

3 – Empréstimos Petros x Desconto AMS – De maneira unilateral a direção da Petrobrás orientou que a direção da Petros priorizasse o desconto da AMS dentro da margem consignável em detrimento do empréstimo da Petros. Dessa forma, serão enviados boletos para aposentados e pensionistas pagarem, mesmo expondo-os  a um grande risco de não conseguirem efetuar o pagamento. Situação que impacta o plano Petros 1, gerando déficits mesmo os empréstimos representando 2% do patrimônio do Plano.

4 – Segundo técnicos do DIEESE vários contra cheques estão com desconto acima de 30%, ou seja, fora da margem consignável 

5 – Pessoas que já pagaram os boletos observaram que o somatório dos valores constantes dos demonstrativos dos atendimentos não corresponde ao valor cobrado por nenhum dos boletos dos meses subsequentes. Além disso, o somatório dos valores a serem lançados no IRPF não coincide com nenhuma das cifras em alguns casos. 

Para tratar esses problemas, os participantes da reunião tiraram as seguintes deliberações:

1 – É preciso clareza nos demonstrativos dos atendimentos através da identificação dos profissionais e respectivos valores.

2 – Denunciar aos conselheiros eleitos da Petros as arbitrariedades cometidas com o Fundo e o fato de a empresa priorizar o desconto da AMS em relação ao desconto dos empréstimos. A direção da Petros tem que  defender os interesses da Petros e de seus participantes assistidos 

3 – Em relação aos grandes descontos de Benefício Farmácia – que vão de R$2 mil a R$6 mil – esses se referem à época em que os beneficiários pagavam mensalmente, mas não pagaram em alguns meses. 

No entanto, o valor máximo que se pagava era em torno de R$16 mensais. Depois, houve um período em foram enviadas as notas fiscais e receitas em aberto,  o que torna impossível descontos nestes valores de até de R$2 mil.

Para checar esses valores teremos que exigir deles a apresentação dos contracheques da época para cada beneficiário para que seja feita a conferência. Nesse caso, solicitaremos o estorno imediato do valor cobrado nos contracheques ou boletos referentes ao Benefício Farmácia cobrados indevidamentes. Caso existam débitos, que sejam parcelados. 

Além disso, será solicitado que o desconto dos empréstimos da Petros sejam priorizados  para evitar déficits no Plano Petros 1 e não da AMS.

4 – Tomar todas as medidas cabíveis para barrar a criação da empresa Petrobrás Saúde.

5 – Montar estratégias visando derrubar e/ou revogar a CGPAR23/25 na Justiça e no Congresso.

Ao que tudo indica, a estratégia da gestão da Petrobrás ao criar a nova empresa Petrobras Saúde é intensificar essas cobranças para que os beneficiários sejam forçados a aceitar diferentes níveis de planos de saúde da AMS. 

Os problemas listados serão tratados na reunião com a Gerência da AMS, nesta sexta-feira, dia 22, às 10h.