Greve histórica da categoria completa um ano Greve histórica da categoria completa um ano

Diversos, Notícias, Tribuna Livre | 1 de fevereiro de 2021

No domingo, dia 31 de janeiro, completamos um ano da greve de 2020. 

O movimento foi contra a demissão em massa e sem negociação de mil trabalhadores, efetivos e terceirizados, da Araucária Nitrogenados/ Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (ANSA/Fafen-PR). 

A greve também teve o objetivo de conscientizar a população sobre os prejuízos causados pela privatização do Sistema Petrobrás.

Ao todo, paramos 88 unidades em 13 estados brasileiros. 

Em Minas o movimento contou com 90% de adesão dos setores operacionais da UTE-Ibirité e Regap.

O que ganhamos com a greve? 

1º O movimento garantiu a suspensão da demissão de mil trabalhadores da Fafen-PR e conquistou a abertura de um processo de negociação mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).  

2º A greve colocou na mídia a nossa mensagem. Agora a gestão Castello Branco sabe o tamanho da nossa força e união. 

3º Conquistamos o apoio de várias camadas da sociedade, de entidades e movimentos sociais.

4º União da categoria. Os trabalhadores se uniram e demonstraram capacidade de organização.

5º Ajudamos comunidades. As famílias da Ocupação Pátria Livre, em BH, foram beneficiadas pela ação “Gás a preço justo”.  

Mesmo não impedindo o fechamento da Fafen, a greve foi uma luta de grande importância dentro dessa luta maior em defesa da Petrobras e de nossas indústrias. Ficou claro que nossa categoria sempre foi e permanecerá sendo uma categoria combativa.

Punições

Ao perceber a força da categoria, a gerência da Regap se vingou com crueldade. 

A gestão da Petrobrás desrespeitou a legislação e o acordo com TST após a suspensão da paralisação. 

Trabalhadores foram punidos com suspensão, houve a recusa de atestados médicos do período e dirigentes sindicais foram proibidos de entrar na refinaria.

Mas não ficamos parados. Promovemos uma mobilização nacional do dia 11 de novembro contra as punições e outras práticas antissindicais da gestão da Petrobrás.

Também foram realizadas audiências com o Ministério Público do Trabalho e outras medidas jurídicas para proteger os trabalhadores.